Papo de Quintal #25

Fala galera! Como vão?

Como devem ter percebido a página, assim como o blog, andaram muito parados nos últimos meses. Isso infelizmente aconteceu pois, como devem saber, o pessoal que escreve aqui tem outras atividades, que acabaram por consumir o tempo livre que tínhamos pra escrever.

Para voltar a movimentar a página escolhi tratar de um assunto um pouco diferente do que costumamos tratar. Escolhi falar sobre a Final do Torneio Touchdown, que ocorreu em São Paulo, no último sábado, dia 13/12/2014.

A final foi disputada pelas equipes do Timbó T-Rex e do Vasco da Gama Patriotas.

Muitos devem estar se perguntando: “Ok. Más o que isso tem à ver com o Rams?”

A grande questão tem resposta. Dois jogadores do Vasco Patriotas, são torcedores do Rams!!! São eles: TE #8 Roni Rodrigues e o FB #41 Piter Damacino.

Eu resolvi prestigiar o evento, e torcer pelos amigos. E trago pra vocês um pequeno relato do que foi a partida. Os leitores mais antigos devem saber que esta coluna tem um único compromisso, ser tendenciosa e corneteira.

O JOGO

O jogo ocorreu no estádio localizado dentro do complexo esportivo do Ibirapuera em São Paulo. Marcado para as 18h, cheguei ao local da partida por volta das 16h para comprar o ingresso.  Havia outro evento ocorrendo no Ginásio do Ibirapuera e penso que a sinalização para o estádio poderia ser melhor.  Dentro do complexo, e já ao lado do estádio tudo estava muito organizado. Sem filas para comprar ingresso, distribuição de brindes, loja de souvenirs, alimentação, banheiros, segurança… estrutura bem bacana, me impressionou de cara.

Dentro do estádio nova surpresa, campo devidamente pintado, telão, seis ou sete câmeras para a transmissão, música para a torcida, narração para a torcida presente, além da narração do canal Fox Sports 2 que fazia a transmissão na TV. Uma única falha, o áudio do juiz principal falhou na maioria das vezes, o que atrapalha quem não está familiarizado com o gestual da arbitragem.

Outro destaque foi o público, que contava com as torcidas das equipes participantes, entusiastas do esporte e atletas de outras equipes. Foi um verdadeiro desfile de camisas de muitos times de F.A. brasileiro. E que festa teve na arquibancada. Devo confessar que a maior parte da torcida vibrava mais com as boas ações do T-Rex, mas a torcida dos Patriotas mostrava muita empolgação também.

Em campo o jogo mostrou-se equilibrado, no entanto as atuação do Patriotas se mostrava mais eficiente. Logo no primeiro quarto o nosso amigo, #8 Roni, foi acionado com um passe dentro da endzone, no entanto estava muito marcado e infelizmente não conseguiu segurar a bola. Na jogada seguinte o time do Vasco abriu o placar com um touchdown, e extra point. 7 a 0! Nosso outro amigo, #41 Piter, atuou nos Special Teams de Punt e Field Goal, fazendo o bloqueio pelo lado direito.

O Vasco continuou seu domínio e abriu 14 a 0. Demonstrando uma reação o T-Rex ainda diminuiu com um Touchdown e uma conversão de 2 pontos, levando o placar para 14 a 8.
O Vasco fez mais um TD, deixando o placar em 21 a 8. E assim terminou o primeiro tempo.

No segundo tempo o T-Rex voltou mais acesso, e após uma interceptação retornada para TD, ainda no começo do 3º quarto o placar mostrava 21 a 14. A emoção do jogo só aumentava.

Ainda no 3º quarto, após boa campanha ofensiva, o Patriotas foi para uma tentativa de FG que colocaria a sua vantagem em duas posses de bola. Seria uma pena se o acontecesse um snap muito alto, que transformou o FG em um Punt de improviso. Nesse momento a torcida do T-Rex ficou inflamada e contagiou o time, aos gritos de: “EU ACREDITO!”.

Chegou o último período e mais um FG para os Patriotas. Veio o chute e mais um erro, dessa vez a bola passou à esquerda do Y. A torcida do T-REX inflamou ainda mais, e o time correspondeu. Uma boa campanha terminou em TD. E para apreensão de toda a torcida e jogadores dos Patriotas, o T-Rex arriscou a conversão de 2 pontos e foi bem sucedido.

E eis a situação: Finalzinho do jogo, e o placar era 21 a 22. Vasco precisava de uma boa campanha, e minimamente de um FG para virar o jogo.

E lá foi o Vasco, com seu eficiente jogo corrido, conseguiu chegar em condições de chutar o FG.

O relógio estava quase zerado quando partiu o snap… perfeito! O holder segura e posiciona a bola… e vem o chute… aqueles instantes em que a bola estava no ar foram de apreensão em todo o estádio, que derrepente parecia estar em completo silêncio… a bola viajava… e da arquibancada não conseguia ter certeza de sua trajetória…  então ela se aproximou do Y e como por mágica atravessou no meio das traves, esse final para mim pareceu acelerado…  comemoração vascaína, intensificada pelo apito final:  VASCO DA GAMA PATRIOTAS, CAMPEÃO DO TORNEIO TOUCHDOWN!!!

Eu fiquei completamente emocionado e extasiado com esse jogo, esse final… são essas coisas que fazem o Futebol Americano ser o melhor esporte do mundo, o mais apaixonante, o menos previsível… Ser essa loucura, essa insanidade, que faz com que muitos de nós fiquemos aos domingos, segundas, quintas (e alguns até aos sábados) à frente da TV assistindo às partidas.

É o que faz muitos de nós, procurar times quase sem nenhuma estrutura, perdermos nossos finais de semana, gastarmos dinheiro com equipamentos e viagens, para simplesmente jogar esse jogo.

É numa conquista dessa que todo esse esforço é recompensado. Ser campeão nacional do esporte que você ama.

Tive o prazer de acompanhar em loco essa final, acompanhado de outro torcedor dos Rams, o Pedro Henrique. E pudemos, nos emocionar e comemorar junto com nossos amigos essa conquista.

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Trago agora pra vocês uma pequena entrevista com os jogadores, pra tentar saber, deles mesmos, como foi essa conquista:

#8 Roni – TE

Primeiramente, meus parabéns pela conquista!!! Agradeço que se disponha a responder essas perguntas, e prometo não te encher muito.

“Será um prazer!”

– Pode resumir sua história com o F.A.? E o que você faz além do F.A.?

“Comecei a jogar em 2005, nossa… lá se vão 10 anos rs! Comecei na praia, jogando pelo Titãs no mais antigo campeonato do Brasil, o Carioca Bowl! Sendo campeão 2x no CB VII e no CB VIII. Depois fui diversas vezes seleção carioca e uma vez seleção brasileira! No primeiro amistoso em 2007 contra o Uruguai em Montevidéu.
Hj… campeão brasileiro com o Vasco da Gama Patriotas!!! Era o único título que faltava… estou em paz!!!

Trabalho com Certificação Digital.”

– Porque o Rams?

“Sempre gostei de ataques. Até quando jogava basquete antes do FA, nunca fui bom defendendo! E o The Greatest Show on Turf sempre me deixou emocionado! “Keep attacking” isso é lindo! Sem contar as cores, a minha favorita é azul e a combinação com o dourado é a mais bonita que existe!!! rs”

– Já caiu a ficha que você é campeão nacional? Consegue descrever a sensação?

“Demorou um pouco mais caiu! Fui um dos fundadores do time, e chegamos mto perto diversas vezes… tava mais do que na hora! A descrição perfeita é: alma lavada, dever cumprido!!!”

–Você acreditava algum dia ser possível ser campeão nacional, com jogo transmitido na TV e tudo mais?

“Acreditava sim! Acredito mto em pensamento positivo, vibrações positivas… procurei sempre mentalizar isso, e esse momento já havia passado como filme por diversas vezes na minha cabeça! Agora é realidade!!!”

– O que passou na sua cabeça, no momento depois do drop dentro da endzone, no começo do jogo? E depois da recepção que onde acabou sofrendo o fumble?

“Na primeira… FALTA!!! huahauahaua Interferência purinha, senti o contato do marcador antes da tentativa de recepção! Mas tb o passe do Lucas não foi bom, veio atrás, mas enfim, passe incompleto e conta como drop! No segundo total falha minha!!! Recebi bem e girei, me preocupando em tratorar o defensor a minha frente, e não vi o de trás que com um movimento perfeito consegui bater na bola por onde eu não esperava, ocasionando o fumble! Mas pra nossa sorte… Rhuda MVP estava lá pra recuperar a bola! First down!!!”

– Gostaria de deixar um recado pra galera do Rams Brasil?

“Pra galera do Rams Brasil fica a máxima de persistir!!! Temos um time em formação, mas assim como no Vasco Patriotas, com paciência o sucesso virá! Sam Bradford voltará com força total sendo a peça do quebra cabeças que está faltando! E ai… playoffs baby!!! Forte abraço!”

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#41 Piter – FB

Antes de mais nada, parabéns pela conquista meu amigo!!! Foi uma honra poder assistir de perto essa sua conquista. Confesso que tomei ela um pouco pra mim também, como se o Rams tivesse jogando… Vamos às perguntas:

– Pode resumir sua história com o F.A.? E o que você faz além do F.A.?

“Minha esposa me viu jogar soccer e me deu a ideia de procurar o F.A. …(rs).
Em Brasília, o Tubarões do Cerrado treinava perto do meu trabalho. Então, um dia de treino fui lá, para ver como era realmente o esporte. Gostei muito, fiz o try-out e fui selecionado para jogar de Running Back. Fiquei no Tubarões do Cerrado de 2009 até 2012. Em 2013, fui transferido para o Rio de Janeiro, já tinha alguns amigos no Vasco Patriotas e já era fã da equipe. Então fiz o try-out e passei. Não pude ficar por motivos pessoais más, após 3 meses procurei o Vasco Patriotas e fui muito bem aceito. Além disso disputo o Carioca Bowl pela equipe do Ilha Avalanche e atualmente sou Coordenador Ofensivo do Andorinhas Futebol Americano.
Sou militar da Marinha do Brasil onde trabalho na área de informática.”

– Porque o Rams?

“Após ver o Super Bowl do Arizona Cardinals com Kurt Warner, fui pesquisar sobre o mesmo e descobri o Rams. Foi amor a primeira vista, apesar de ter negado de cara…(rs).”

– Já caiu a ficha que você é campeão nacional? Consegue descrever a sensação?

“(Rs) A ficha caiu após um torcedor do Vasco ter vindo me agradecer pelo título. Ali eu percebi a grandeza da conquista. A sensação é a melhor possível! É a recompensa de um trabalho que mistura amor e renuncias que muitos não entendem e até te criticam.”

–Você acreditava algum dia ser possível ser campeão nacional, com jogo transmitido na TV e tudo mais?

“Quando cheguei no Vasco Patriotas acreditei que era bem possível pela equipe ser extremamente vencedora. Quando começou o ano, que a equipe se demostrou encaixada, não tive dúvidas.”

– Como é jogar nos Special Teams? O que passou na sua cabeça, depois dos dois erros de FG?

Num esporte coletivo você pode ajudar de várias maneiras. Jogar no Special Teams é uma maneira de ajudar, que muitos não dão valor ou não se interessam, mas que é de extrema importância no F.A. Tanto que o título foi decidido em um lance de S.T.
A confiança não se abalou. No último drive eu tinha certeza que era só ter uma chance de chutar que o titulo era nosso. Cheguei a comentar isso na sideline.

– Gostaria de deixar um recado pra galera do Rams Brasil?

“Obrigado pelo apoio de todos pelo facebook, whatsapp, e pessoalmente como alguns fizeram. Vocês torceram o ano todo por nós, muito obrigado!!! E que o  Rams também possa nos dar alegria!!! Abraço a todos e obrigado pela entrevista”.
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Abaixo algumas fotos tiradas por mim e pelo torcedor Pedro Henrique:

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Por hoje é só! Prometo voltar aqui em breve para falar um pouco sobre essa temporada do nosso Rams.

GO RAMS!!!
E TACKLEIA COM AMOR, P*%%@!!!

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