EYES ON TURF #6 – A IMPORTÂNCIA DE VENCER

Segunda-feira é dia da nossa coluna semanal EYES ON TURF, sempre com análises e considerações sobre o que rola nos gramados de Saint Louis! Mas aí você me diz: “Ok, isso eu sei, mas HOJE É TERÇA!” Sim, pequeno-gafanhoto, seu calendário está correto. A coluna não foi ao ar ontem porque foi aniversário da digníssima senhora Camello, e por isso passei o dia todo longe da internet. Motivo explicado, segue a nosso EYES ON TURF da semana, com um dia de atraso.

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Dando uma passada pelos sites esportivos gringos, li uma matéria interessante no Bleacher Report sobre os maiores “pesadelos” dos 32 times da NFL em 2013. Entre o medo das lesões em Aaron Rodgers, J.J. Watt e Adrian Peterson, o medo dos receivers dos Patriots não se firmarem, e o medo de Rilley Reiff – dos Lions – se tornar um bust, estava o medo dos RAMS de vencerem menos do que seis jogos nesta temporada.

Tá preocupado, bigode?

Tá preocupado, bigode?

Explico: Dan Hope, o colunista do Bleacher Report e responsável pelo texto, acredita que um resultado inferior ao alcançado pela franquia em 2012, com sete vitórias, oito derrotas e um empate (7-8-1) pode vir a “descarrilar o trem” do Saint Louis Rams, e botar a perder todo o trabalho de reconstrução do time em que estão envolvidos todos os membros da franquia. Segundo ele, os RAMS precisam criar seu momento nesta temporada, dar um gás e melhorar o resultado do ano passado, “pois se a competição terminar com números significativamente abaixo disso, sua dinâmica será perdida”, nas palavras do analista. E isso realmente seria péssimo!

O detalhe interessante é que mesmo podendo-se observar uma evolução geral do time nos últimos cinco anos, os resultados não apontam para uma evolução clara. Vamos aos números, pois eles não mentem! Analisando as estatísticas dos últimos cinco anos, o Saint Louis Rams fechou 2008 com 2-14-0, 2009 com 1-15-0, 2010 com 7-9-0, 2011 com 2-14-0 e o ano passado com 7-8-1. Temos um gráfico do tipo PÉSSIMO – MUITO PÉSSIMO – BOM – PÉSSIMO – BOM. Ou seja, um gráfico irregular, que talvez não dê uma visão clara da coisa.

Olha esses números direito!

Olha esses números direito!

Aprofundando a análise e observando o número de touchdows, o time anotou 32 TDs no ano passado e sofreu 37. Em 2009, talvez o pior ano da história da franquia, foram apenas 17 TDs anotados e 54 sofridos. Os números melhoram em 2010, com 27 anotados e 32 sofridos, e voltam a ficar ruins em 2011, com 18 a 45. O mesmo acontece quando se analisa o total de jardas alcançadas pelo time de ataque. Foram 5.264 em 2012 contra 4.537 no ano anterior. Uma diferença de exatas 727 jardas. Mais de sete campos inteiros. Em 2009 o número é menor: 4.470 jardas. E pra não esquecer a defesa, em 2008 os RAMS anotaram 30 sacks e sofreram 45. Em 2009, foram 25 contra 44. O número de sacks melhora em 2010, piora em 2011, e melhora bastante em 2012, com 52 anotados contra 35 sofridos. O padrão se repete quando se analisa tempo de posse de bola, field goals anotados ou total de primeiras descidas.

Esse rodou!

Esse rodou!

Ou seja, podemos dizer sem erro que 2011 foi o ano que “descarrilou o trem”, que deu um passo gigante pra trás no trabalho de evolução que se percebia e que se refletia nos resultados até então. Justo na segunda temporada de Sam Bradford, o quarterback rookie que custou uma pequena fortuna e que centralizava as esperanças dos dirigentes e da torcida. Não foi à toa que Spagnuolo foi demitido e uma limpa foi feita na comissão técnica e no staff da franquia.

É claro que temos de considerar o calendário de jogos duríssimo daquele ano, com pereira atrás de pedreira, e com as constantes lesões que teimavam em tirar de campo peças importantes (até mesmo o Bradford não se safou das lesões), mas o desempenho em 2011 foi mesmo pífio e frustrante.

Por tudo isso, acredito que Dan Hope tem sua razão quando diz que fechar esta temporada com um número de vitórias menor do que o número do ano passado é mesmo um “pesadelo” para os RAMS. O trabalho de Jeff Fisher à frente da prancheta principal foi bastante satisfatório e representou um recomeço para a franquia tão importante quanto a pick de Sam Bradford em 2010. Fechar a season com um resultado horrível como o de 2009 ou 2011 seria um verdadeiro banho de água fria! E banhos de água fria no futebol americano só são bons quando se vence, e os jogadores viram os coolers na cabeça dos técnicos.

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E você? Concorda com Dan Hope?

Um abraço, e até a próxima semana com mais um EYES ON TURF!

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4 comentários sobre “EYES ON TURF #6 – A IMPORTÂNCIA DE VENCER

  1. O bigode não tá com a corda no pescoço ainda,porém mais um recorde negativo,com tantas escolhas altas no draft nos últimos anos e a melhor DL da NFL (os números dizem) será muito decepcionante mesmo,analisando a temporada passada,houveram alguns resultados fracos,como derrotas pra Jets,Dolphins e até mesmo Lions,por outro lado,apenas contra 49ers e Seahawks o time teve uma campanha de 2-1-1,algo fantástico contra dois dos melhores times da temporada e que foram aos playoffs…resta esperarmos se tantos bons jogadores vão conseguir se unir e formar um time (:

    • Com certeza, Paulo. Nossa divisão foi uma das mais disputadas na temporada passada e, como eu já havia escrito em um post antigo, vencemos a maioria dos jogos na divisão. O problema é que, quando se trata de vencer times de outras divisões, sobretudo os cachorros grandes, deixamos a desejar. Mas o bigodudo não está mesmo com a corda no pescoço. Longe disso. Ao contrário do nosso futebol da bola redonda, os técnicos não sambam por qualquer resultado negativo, não. Spagnuolo, por exemplo, ficou três anos à frente do time. Fisher ficou 17 (!) à frente dos Titans. Americanos respeitam estratégias e planos de longo prazo. Mas, como Dan Hope disse, vencer menos que o ano anterior poderia complicar as coisas pro bigodão.
      Abraço e continue acompanhando o blog.

  2. Concordo muito. Seria horrível terminar a próxima temporada com menos de 7 vitórias. Time tem que trabalhar. #GoRams!

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