Finalmente armas para Bradford

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SamBradfordO Rams apostou todas as suas fichas selecionando no Draft de 2010 o QB da University of Oklahoma, Sam Bradford. Vencedor do Heisman Trophy em 2008 (jogador de maior destaque no futebol americano universitário), com a fama de produtivo e bem sucedido na universidade, excepcionalmente preciso e com boas decisões, precisando apenas de volume de jogo, vindo de uma lesão no ombro, tornou-se nossa grande promessa de tempos melhores para a franquia.

Mas até agora as coisas não foram fáceis para o garoto: sem técnico, sem uma boa proteção, sem alvos para lançar, contestado, Bradford ainda não produziu o esperado. No seu quarto ano no Rams, ele está pressionado a mostrar o seu valor de first overall pick no draft de 2010 e o contrato de 6 anos de $78,000,000 milhões de dólares, com $50,000,000 milhões garantidos.

Em 2010, no seu primeiro ano na NFL Bradford foi bem, quase levou a franquia aos playoffs e ganhou o prêmio The Pepsi NFL Rookie of the Year Award (calouro do ano), passando para 3.512 jardas com 18 Touchdowns anotados, ofuscando o problema com a offensive line, que cedeu 34 sacks, e a falta de wides receivers consistentes.

O seu segundo ano na NFL foi um ano para se esquecer na carreira. Bradford foi muito criticado, perdeu seis jogos por causa de lesões, e os problemas com a OL e WRs ficaram mais perceptíveis por ter enfrentado defesas mais difíceis. “A coisa estava tão feia que colocaram o QB2 Kellen Clemens para terminar a temporada”.

Sack

Bradford tomando mais um sack…

Stan Kroenke,  dono do Rams, trocou todo seu Front Office em 2012 e a coisa melhorou para nosso querido QB. O HC Jeff Fisher mandou o papo reto que escolheu o Rams por causa do Bradford. Fisher trouxe uma excelente equipe técnica, a OL melhorou com o treinador Paul Boudreau, e ainda trouxeram o experiente Center Scott Wells. O sistema ofensivo ficou simplificado com Brian Schottenheimer. Foram selecionados no Draft de 2012 os WRs  Brian Quick e Chris Givens, jogadores com talento. Então Bradford terminou a temporada um pouco melhor, com 3.702 jardas e 21 touchdowns, mesmo assim tomou 35 sacks e não teve um alvo sólido ainda. Os analistas da NFL não perdoaram e o criticaram mesmo assim.

Agora parece que as coisas podem melhorar bastante para Bradford. Nosso Executive Vice President of Football Operations/Chief Operating Officer, Kevin Demoff, disse que o Rams precisava melhorar sua OL e selecionar jogadores capazes de fazer TDs, playmakers. Resumindo: proteção e melhores alvos para Bradford. Então o Rams se movimentou no free agency e contratou o melhor OL disponível, o first overall pick no draft de 2008, o LT Jake Long, e o Tight End versátil Jared Cook.

E pra fechar o pacote, deixando nosso QB o cara mais contente após o Draft de 2013, nosso General Manager Les Snead não mediu esforços nesse último draft, sendo ousado com trocas, e trazendo simplesmente um dos ataques aéreos mais explosivos da NCAA: os 2 WRs de West Virginia Tavon Austin e Stedman Bailey. Juntos registraram 228 recepções para 2.911 jardas e 37 Touchdowns em 2012. E reforçamos a OL com C/G/T  Barrett Jones de Alabama, que pode fazer backup em todas as 5 posições da OL.

tavon e bailey

#3 Bailey e #1 Austin

Agora Bradford esta com a ” faca e o queijo na mão.” para ser mais preciso, um “canivete suíço” de opções. Por (AvengerRam):

Brian Quick – Excelente altura, grande arma na redzone, podendo produzir TDs. Seu número de target ano passado foi limitado, 28 bolas na sua direção, tendo 11 recepções. Eu realmente espero ver Quick recebendo mais bolas, principalmente na redzone.

Chris Givens – Hoje ele é o nosso melhor WR no roster. Quando Les Snead foi perguntado se o Rams estavam interessados ​​em Mike Wallace, ele disse “não, nós já temos esse cara.” Ele estava se referindo a Givens, que mostrou ser um jogador que pode ser uma arma letal recebendo passes de longas jardas, foram 42 recepções para 698 jardas e 3 TDs,  com a excelente média de 16.6 jardas por recepção.

Austin Pettis – Jogador forte e alto, talvez o melhor catch do time. Mostrou algum progresso no ano passado com bons lances. Pode ter um papel importante sendo WR de posse de bola (jarda-por-jarda).

Jared Cook – Creio que vai mover as correntes para Rams, e, sendo o alvo 1 de Bradford, ele não passou a ser o terceiro TE mais bem pago da NFL para dividir target. Versátil, pode alinhar em qualquer lugar de recebedor, mas seu trabalho deve ser no meio do campo.

Tavon Austin – Nosso playmaker! E vai fazer o  faz de melhor: transformar 5 jardas em 50. É um slot receiver, mas não se assuste se ele alinhar no backfield. Pode ser um jogador fantástico, resolvendo jogos.

Stedman Bailey – Companheiro de Austin na NCAA, eficiente nas rotas, tem um bom catch e sabe se posicionar em campo. Pode ser um alvo de confiança, com capacidade de abrir espaço para receber qualquer bola.

Lance Kendricks – Teve números sólidos na temporada passada, além de ser excelente no bloqueio para passe. Pode alinhar de FB.

O talento do nosso quarterback Sam Bradford nunca foi negado, o problema é que realmente o cara estava lançando para as nuvens.  Agora temos armas suficientes para ajudar o ataque aéreo: TEs sólidos cobrindo o meio do campo e ajudando no bloqueio, WRs explosivos para explorar qualquer espaço do campo abrindo a marcação e buscando a endzone, WRs altos que podem nos mover jarda-a-jarda com passes curtos. Agora é partir com tudo.

E vocês acham que agora Bradford tem armas suficientes?

Bradford

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EYES ON TURF #3 – OGLETREE É PROBLEMA?

Segundona chegou, dia da coluna EYES ON TURF, com mais análises e considerações sobre o que anda acontecendo nos gramados da sua franquia favorita da NFL!

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Como você já sabe, o Draft 2013 chegou ao fim com um excelente desempenho do General Manager com cara de surfista Les Snead e sua equipe que, com trocas e manobras de enxadristas russos, foram atrás das melhores opções para suprir o roster da equipe. O Blog Rams Brasil fez uma extensa e completa cobertura sobre o Draft (se quiser saber mais, é só dar uma passada pelas últimas postagens), por isso não vou me alongar sobre o evento e focar num ponto que acredito ser bastante polêmico e que deve estar deixando a pulga atrás da orelha de muita gente: Alec Ogletree vai dar dor de cabeça?

dor-cabeçaOgletree foi preso em fevereiro deste ano por excesso de velocidade e por dirigir embriagado nas estradas do Arizona, dias antes do scout combine. Felizmente, não houve nenhum acidente na ocasião. Em entrevista para Mike Florio, do Pro Football Talk, o agente de Ogletree, Pat Dye Jr., afirmou que o linebacker lamentava o acontecido e que estava muito agradecido por nada de mais ter ocorrido. “Sou uma pessoa de bom coração”, afirmou o atleta, “Todos cometem erros. Me sinto realmente mal por esta situação. Estou aprendendo com isso e seguindo em frente!”

De acordo com Doug Farrar, do Yahoo! Sports, Alec Ogletree também foi suspenso por quatro jogos da temporada do College, enquanto jogava pela Universidade da Geórgia, no início de 2012, por violação da política do time sobre abuso de substâncias. Não consegui descobrir qual a substância que o jogador excedeu o uso. Se você souber, leitor, poste nos comentários, por favor.

E isso não é tudo. O linebacker também foi suspenso, em setembro de 2010, e não jogou a primeira partida da temporada por ser acusado de roubar o capacete de um parceiro de time. O “crime” aconteceu em junho daquele ano, quando a polícia da Universidade da Geórgia encontrou sob posse de Ogletree o capacete que havia sido relatado como roubado. Ele se apresentou na delegacia, foi preso e solto sob fiança.

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Essa pequena listinha de infrações pode até não parecer grande coisa pra nós, brasileiros, acostumados a mensalões, dinheiro de falcatrua em cuecas e todo o tipo de bandalha que se pode imaginar, mas é grave para os americanos. Ainda mais quando se trata de um atleta em formação, na Universidade, quando são cobrados valores éticos, morais e de conduta.

É certo que Alec Ogletree é um jogador jovem, com apenas 22 anos, que tem muito para aprender, e seu histórico de problemas não implica necessariamente que ele vai ser um jogador problemático durante toda a carreira profissional. Cometer erros na juventude é comum, e os times levam isso em consideração antes de oferecer contratos. Talvez tenha faltado orientação nesses anos de faculdade, mas há que se considerar que o linebacker tem um irmão gêmeo, Alexander, que joga como fullback no mesmo time, e que não tem aquinton-carter-p1 mesma “ficha criminal” que o irmão.

Acredito que o contrato que o jogador vai assinar com os RAMS estará recheado de cláusulas que farão Ogletree pensar duas vezes nas verdinhas que vai perder antes de fazer qualquer besteira. Se bem que isso não impede que jogadores se encrenquem por aí. Que diga Quinton Carter, o safety dos Broncos, que foi preso mês passado por tentar enrolar profissionais de um cassino em Las Vegas (???). E olha que esse “gênio” sorridente aí do lado é só dois anos mais velho do que Ogletree.

Enquanto atleta, o linebacker é excelente. Não é à toa que foi o segundo pick de primeiro round dos RAMS (30 no geral). É forte e ágil, com seus 109 quilos e 1,88 de altura e 197 tackles na carreira universitária. O Saint Louis Rams está apostando alto no garoto, e ele vai jogar muito, com certeza. Mas vai depender do quão bem orientado ele será e quão disposto ele vai estar para se comprometer com o time.

Acredito que vamos ouvir falar muito em Alec Ogletree. E espero que sejam apenas coisas boas.

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Um abraço, e até a próxima semana com mais um EYES ON TURF!