E deu empate!!!

Sim, deu empate!

Neste último domingo, no jogo contra o San Francisco 49ERS, no Candlestick Park, em São Francisco, pela décima rodada da temporada, a zebra do empate resolveu mostrar sua cara listrada, coisa que não fazia desde 2008. Nem mesmo a prorrogação resolveu o impasse do tempo regulmentar, e o famigerado empate (muito comum – e indesejado – no tradicional futebol da bola redonda, mas muito improvável no maravilhoso mundo da bola oval) foi o resultado da partida, com 24 pontos pra cada lado.

Confesso que esta era uma das partidas que eu mais esperava nesta temporada. O 49ERS, rival direto de divisão dos RAMS, era dado como o favorito absoluto a levar o título da divisão e um nome bem citado entre os analistas a figurar na disputa pelo Super Bowl esta temporada. E não é pra menos, tendo em vista o roster consistente do time, com destaque para a excelente defesa (principalmente contra o jogo corrido, como bem sabe agora nosso powerback39 Steven Jackson). A franquia vinha fazendo a lição de casa direitinho, batendo equipes fortes como o Green Bay Packers e o Detroit Lions, além de atropelar o New York Jets e o Buffalo Bills, mas as derrotas para os Vikings e para os Giants colocaram a pulga atrás da orelha dos analistas, que passaram a duvidar do verdadeiro potencial da franquia californiana. Se o Saint Louis vencesse esse jogo na casa do adversário espantaria para longe esse favoritismo do time do capacete dourado.

Infelizmente, não consegui assistir ao jogo inteiro (minha esposa queria ver um dos filmes do Crepúsculo que passava no mesmo horário no TeleCine. Sim, quem é casado aí sabe bem do que estou falando…), e consegui ver apenas o último quarto e a prorrogação. Portanto, não farei aqui uma análise completa do jogo. Me faltam dados pra isso. Vou me limitar a tecer algumas considerações que pude observar.

O maior inimigo do Saint Louis Rams não foram os jogadores do 49ERS, mas os próprios ERROS! Os jogadores continuam marcando faltas bobas que atrapalham demais o desempenho do time. A corrida do nosso menino de ouro Danny Amendola (que fez seu primeiro jogo após a lesão no ombro que sofreu na partida contra os Cardinals) que deixaria o ataque na cara do gol durante a primeira campanha da prorrogação foi invalidado pela arbitragem por causa de uma falta de ataque cometida. Era um lance que poderia dar a vitória aos RAMS que não aconteceu por causa de um ERRO bobo! Outro lance foi o field goal de 53 jardas convertido, também na etapa complementar, pelo kicker Zuerlein que foi anulado pela arbitragem por causa de um atraso do center. Era outro lance que também garantiria a vitória para Saint Louis que não aconteceu por causa de outro ERRO bobo! Sinceramente, pensei que nosso técnico bigodudo daria um jeito nisso depois do festival de vacilos que vimos contra os Patriots, mas os ERROS parecem não acabar. Isso sem falar que o time começou vencendo por 14 a ZERO e deixou a franquia de São Francisco VIRAR o placar! Só não vou apontar mais erros porque não vi os três primeiros quartos! Como eu disse, o principal inimigo do Saint Louis Rams parece ser o próprio Saint Louis Rams.

Cuidado com o Face Mask!!!

Tá certo que os RAMS fizeram um bom jogo e lutaram com bravura até o segundo final, mas uma vitória fora de casa, coisa que ainda não aconteceu nesta temporada regular, deixaria os RAMS com 4-5 e fôlego renovado para lutar por uma vaga nos playoffs, coisa que ainda seria possível, uma vez que a divisão é uma das mais disputadas da Liga e nenhum martelo foi batido ainda. Contudo, com 3-1-5 não acredito mais termos qualquer chance de playoffs este ano.

E você? Acredita ainda?

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A New Hope!

Olá pessoal depois de um período de férias voltei ainda chateado com a nosso pífia atuação contra os Pats, mas bola pra frente, esse é um texto do nosso amigo Bruno Lorscheiter Alves, torcedor do St Louis Rams.

Um amontoado de más decisões administrativas, somadas a um bocado de azar, transformaram as últimas temporadas do St. Louis Rams em totais desastres. De 2007 pra cá, a equipe nunca conseguiu ter mais vitórias do que derrotas na temporada. O melhor ano da equipe foi a temporada de 2010, quando a chegada do então rookie Sam Bradford trouxe algumas esperanças para a equipe.

Cá estamos no ano e na temporada de 2012. A equipe faz uma campanha surpreendente, embora razoável. Até agora, são 3 vitórias (já temos mais do que toda a temporada passada!) e 5 derrotas. Obviamente, estamos longe de sermos contender para o Super Bowl. Mas confesso que a atual temporada da equipe me dá algumas esperanças.

A chegada de Les Snead como GM e Jeff Fisher como Head Coach trouxeram bom senso na parte administrativa da equipe. Jeff Fisher é um excelente treinador, que costuma formar defesas fortes nas equipes que passa. Les Snead parece ter feito decisões muito acertadas na free agency e no draft, embora este último seja um pouco questionado.

No free agency, destaco duas contratações que tiveram grande impacto: Cortland Finnegan e Jo-Lonn Dubbar. Cortalnd Finnegan é um dos melhores cornerbacks da liga e revolucionou a secundária do Rams, que era quase inexistente na última temporada. Posso dizer que com a chegada do excelente rookie Janoris Jenkins, a manutenção do consistente Bradley Fletcher, e o Trumaine Johnson, outro bom rookie, temos um dos melhores corpos de cornerback da liga. Jo-Lunn Dubbar foi uma aquisição menos badalada, mas o impacto que o linebacker está tendo na equipe não é pouco. Lembro que no começo da temporada, muito se falava que o Rams teria dificuldades com seus linebackers. Dubbar está sendo a ajuda que Laurinaitis precisava.

O draft da equipe, embora seja um pouco contestado por alguns analistas estadunidenses, no ponto de vista deste humilde torcedor foi positivo. É fato que Isaiah Pead e Brian Quick, ambos escolhas de segunda rodada no draft, não tiveram impacto ainda na equipe. Pead provavelmente não tenha mostrado seu valor por conta da excelente surpresa que Daryl Richardson, escolha tardia de 7ª rodada, está sendo. Brian Quick, quando foi selecionado, já se sabia que era um jogador que ainda não estava maduro, e que demoraria tempo a desenvolver o seu jogo. Isaac Bruce, lendário ex-wide receiver do St. Louis Rams, saiu em defesa do rookie dizendo que ele mesmo demorou até que pudesse se adaptar ao estilo de jogo da NFL. Mas vamos tirar esses dois jogadores de questão, e analisar os bons nomes que vieram do draft. Michael Brockers provou que junto com Chris Long, Robert Quinn e Kendall Langford, pode formar uma primária de altíssimo nível. O que dizer do nosso kicker monstro, Greg “The Leg”? Alguém tem dúvidas que esse moleque vai colocar seu nome em vários recordes da NFL? Ainda há os já citados cornerbacks Janoris Jenkins e Trumaine Johnson. Outro nome pode mostrar potencial é o guard Rokevious Watkins, que vinha sendo esperado para ser titular, mas vem perdendo o início da temporada por conta de uma lesão.

A nova temporada trouxe certo frescor nos ares de Saint Louis, e esperança nos corações dos torcedores. Como torcedor torço, mas sei que é bem difícil alcançarmos uma vaga nos playoffs, dada a dificuldade de nossa divisão. Mas pelo menos o futuro não é mais tenebroso como costumava ser. Próxima coluna, vou fazer algumas projeções do nosso roster pros próximos anos, aguardem!

London Calling The Rams

O título deste post também poderia ser “O dia em que o Saint Louis Rams foi ATROPELADO pelos Patriots”.

O Saint Louis Rams embarcou, no dia 22 de outubro, com destino a Londres, Inglaterra, para o jogo da Internacional Series desta temporada contra o New England Patriots, após uma derrota por 30 a 20 na última rodada contra o Green Bay Packers.

Delegação dos RAMS chega a Londres

Obviamente,não seria um jogo fácil, afinal o New England vinha de uma boa vitória contra os Jets que garantiu ao time de Bill Belichick a liderança da AFC EAST, com uma campanha de 4-3 que não faz jus a um time do porte dos Patriots, acostumado a vencer quase sempre.

Nos dias que antecederam ao jogo, em Londres, o head coach Jeff Fisher fez questão de apontar o bom desempenho dos RAMS na partida contra o Miami Dolphins, apesar da derrota, mencionando a boa atuação da defesa e da linha ofensiva, além dos rookies DT Michael Brockers (sete tackles – COM AMOR, P%##@!!! – e o primeiro sack de sua carreira profissional) e do WR Chris Givens. O time participou de eventos promovidos pela NFL na capital inglesa e chegou a treinar nas instalações do Arsenal antes do esperado jogo contra New England, no tradicional Wembley Stadium, na tarde de domingo (o jogo se iniciaria logo após um show de abertura da banda inglesa TRAIN).

Transmitido com exclusividade para o Brasil pelo canal aberto Esporte Interativo, o jogo prometia. O Wembley estava quase que totalmente lotado, com um público total de 84.004 pessoas, em sua grande maioria vestindo jerseys dos Patriots (até aí nenhuma novidade, já que o time leva a Inglaterra no nome), mas dava pra ver muitos torcedores do Saint Louis e alguns bandeirões da franquia do Missouri no Estádio.

A partida começou com um drive espetacular dos RAMS que culminou em um touchdown de um lançamento em profundidade de Sam Bradford para o WR Chris Givens logo nos três primeiros minutos da partida, que calou o estádio lotado de torcedores dos Patriots. Foi sensacional! Empolgado, mas ainda com a parte lógica do meu cérebro trabalhando, analisei aquele começo de jogo, a boa movimentação do ataque, da linha ofensiva e dos recebedores, lembrei do retrospecto do New England na temporada e cheguei à conclusão de que, sim, dá pra ganhar desses caras!

Só que não!

O que se viu em todos os outros minutos que se seguiram foi um MASSACRE, um ATROPELAMENTO, um verdadeiro ESCULACHO do time de Tom Braddy em cima de um impotente Saint Louis Rams, incapaz de marcar UM MÍSERO field goal durante todo o resto da partida. Foi embaraçoso de ver.
O domínio dos Patriots foi total. Em suas nove posses de bola durante a partida, o ataque do New England conseguiu converter SEIS touchdowns e um field goal. Isso significa que o ataque conseguiu converter pontos em quase todas as campanhas! Isso sem contar que quase TODAS as jogadas do ataque resultavam em primeiras descidas logo na primeira tentativa! Sério, em determinado momento do jogo, eu parei de contar!
Os TDs dos Patriots foram anotados por Brandon Lloyd, Wes Welker, Rob Gronkowski e Stevan Ridley.

A defesa dos RAMS foi patética! Não conseguia sequer chegar perto de Tom Braddy que, muito bem protegido por sua OL, parecia dispor de HORAS para encontrar jogadores e fazer os passes. Ao todo, foram 304 jardas aéreas anotadas pelo quarterback do New England. Um trabalho de defesa lamentável!
Enquanto nossos defensores pareciam ter desaprendido a jogar, a defesa dos Patriots fazia muito bem seu trabalho. Pressionaram Bradford o tempo inteiro, que chegou a erguer os braços, em certo momento da partida, pra reclamar da OL (coisa difícil de se ver). O tempo inteiro alguém furava a linha ofensiva, invadia o pocket e obrigava o camisa oito a se livrar da bola, ou tentar passes desesperados que resultaram em deflecções e uma interceptação. A pressão foi tanta que ele chegou a sofrer um forte sack de Dont’a Hightower, que chegou a preocupar. Além desse, Bradford sofreu outros 4 sacks.

Como o ataque não conseguia avançar, Zuerlein sequer pôde ser acionado para seus ótimos chutes, e os RAMS não anotaram nenhum field goal. O jogo corrido também não funcionou, com pífias corridas de Steven Jackson, que não iam além das 3 ou 4 jardas. A coisa tá feia pro lado do powerback 39! Os recebedores também não trabalharam direito, nada conseguindo produzir nas poucas vezes em que a bola chegava em suas mãos. Chris Givens chegou a sair do campo no primeiro quarto sentindo dores no pé, mas retornou no quarto seguinte. Felizmente, nenhuma lesão do nosso lado na partida.

Explica que diabo foi aquilo Hekker!!!

Mas o que me assustou mesmo foi a ENORME quantidade de faltas de ataque! Até o final do terceiro quarto (parei de contar depois disso), foram DEZ faltas de ataque – que poderiam ser evitadas – com 84 jardas de punição. Quase um campo inteiro! Como dizia Boris Casoy: “Isso é uma VERGONHA!”
Vale mencionar o lance bizarro numa tentativa de field goal que resultou num vergonhoso sack. A bola, lançada do center para o punter John Hekker, aparentemente escorregou de suas mãos, Zuerlein passou batido, e a defesa caiu matando em cima do punter, que não sabia o que fazer com a bola. Seria engraçado se não fosse trágico…
O jogo acabou com o elástico placar de 45 a 7, o pior resultado do time em dois anos. O último esculacho dessa proporção foi no dia 10 de outubro de 2010, em Ford Field, Detroit, contra o Detroit Lions, na semana 5 daquela temporada, quando os RAMS perderam por 44 a 6. Curiosamente, a mesma diferença de pontos nos placares.
A próxima semana é bye week para o Saint Louis (que fecha com 3 vitórias e cinco derrotas, na lanterna da divisão), que deve aproveitar o tempo pra por a casa em ordem. Como o próprio Fisher disse, em entrevista após a derrota, “Este é um verdadeiro teste para a nossa jovem equipe. Estamos indo agora para a bye week, vindo de uma derrota decepcionante como esta. Vamos descobrir muito sobre nós mesmos e e ver como vamos nos recuperar.”
Boa sorte aí, bigodudo!

Pra compensar o desastre, fique aí com a única boa imagem da passagem dos RAMS por Londres:

Um abraço.