Defesa dos Rams freia Cardinals

Dizer que a atuação do ST LOUIS RAMS no jogo desta quinta-feira passada contra o até então invicto ARIZONA CARDINALS foi melhor do que eu esperava é não fazer justiça à coisa. Foi MUITO MELHOR do que eu esperava!

Numa noite em que a defesa parecia estar mais inspirada do que nunca, os RAMS conseguiram quebrar a invencibilidade dos Cardinals, parando o ataque liderado por Kevin Kolb, não deixando o adversário anotar mais que um mísero field goal e encerrando a partida com uma boa vitória de 17 a 3.


Com uma primeira campanha fulminante, o ST LOUIS RAMS abriu o placar com passe de Bradford para touchdown do TE Lance Kendricks logo nos dois primeiros minutos de jogo, pra delírio da torcida, que fez uma bela festa no Edward Jones Dome. E foi só o que o ataque produziu de sólido até quase o final da partida. O jogo, aliás, poderia ser resumido pelo time de ataque do Arizona contra o time de defesa de Saint Louis.

Bradford, quando entrava em campo, não conseguia completar os passes, o ataque não conseguia avançar e restava devolver a posse de bola para os Cardinals. Pra se ter uma ideia, os RAMS tiveram a posse da bola por apenas 10 minutos dos dois primeiros quartos da partida!

Sanduíche de quarterback!

Se por um lado o ataque não conseguia marcar, por outro a defesa fazia sua parte embarreirando as campanhas do Arizona Cardinals. Foram nove sacks em cima de Kevin Kolb (Long, Langford, Dunbar, Quinn, Finnegan, quase todos os jogadores da defesa fizeram Kolb mastigar grama em algum momento do jogo), um fumble forçado por Robert Quinn, mais de 10 interceptações e umas tantas outras deflecções que impediam o quarterback de Arizona de jogar e o fizeram cuspir sangue – literalmente! Por sua vez, o bom WR Larry Fitzgerald foi infernizado pelo rookie CB Janoris Jenkins, que fez uma partida excelente, não deixando o camisa 11 do Arizona receber os passes e impedindo um possível e certeiro TD dos Cards quase no final do jogo, que poderia ter arriscado a vitória dos RAMS. Esse calouro promete!

Outro calouro que anda chamando a atenção é o kicker Greg Zuerlein, sexta escolha do draft deste ano, que converteu mais um field goal de muito longe – 53 jardas. Vale lembrar que os dois field goals anotados por ele no jogo contra os Seahawks fizeram dele o único jogador a converter dois FG com mais de 56 jardas em um único jogo. Impressionante! Por falar em field goal, vale lembrar que os Cardinals não converteram um FG relativamente fácil durante o segundo quarto.

Destaco também a boa atuação do punter John Hekker, que soube fazer as campanhas do time de Arizona começarem com as costas contra a parede.
Mas, como sempre, nem tudo é festa. O recebedor Danny Amendola, que vinha jogando muito nos primeiros jogos desta temporada, e que fazia uma boa partida (chegou até a retornar um punt para a linha de 50 jardas), lesionou o ombro (ou a clavícula, não sou médico pra dizer!) durante uma recepção no segundo quarto e foi mais cedo pro chuveiro. Com uma tipoia no braço direito, o camisa 16 acompanhou o resto do jogo ao lado dos companheiros. Amendola fez exames na manhã desta sexta e, até o momento em que redijo este texto, nada ainda sobre a lesão do camisa 16 foi divulgado oficialmente.

A lesão de Amendola.

Bradford, em declaração pós-jogo, mostrou-se preocupado “Todos sabem que ele é parte importante do nosso ataque. Esperamos que tudo dê certo e ele volte a jogar conosco!”. A preocupação se justifica: primeiro porque Amendola vem de uma recuperação de uma lesão no braço esquerdo (já falei sobre isso aqui), segundo porque o recebedor vinha jogando bastante, liderando de longe as estatísticas de recepções da franquia e figurando na segunda colocação entre recepções na NFL desta temporada.

Se a lesão for séria e ele ficar de fora pelos próximos jogos, Bradford vai perder seu principal alvo e Jeff Fisher vai ter que quebrar a cabeça montando combinações com Gibson, Pettis, Givens e Quick, lembrando que esses dois últimos não estão jogando nada até agora. Tomara que a lesão não seja séria e Amendola possa voltar logo aos gramados. Além dele, Quintin Mikell e Mario Haggan também se machucaram e deixaram o campo mais cedo. Como diria o saudoso Silvio Luiz: Chega de lesões, pelo amor dos meus filhinhos!!!

Outro que preocupa é Steven Jackson. Não por lesões (esse parece não precisar de departamento médico!), mas pelo desempenho sofrível para um atleta do seu calibre, que não vem jogando bem e vem anotando poucas jardas corridas. O camisa 39 ficou completamente apagado no primeiro tempo, fez bons avanços no segundo, mas não chegou a convencer. Ao que parece, seus tempos em Saint Louis estão acabando, já que houve o anúncio de um acordo entre o jogador e a franquia para apenas mais um ano com a camisa azul e dourada e possibilidade de saída do jogador depois disso.

A saída de Jackson limitaria mais ainda nossas opções de ataque, já que Bradford parece estar com dificuldades no jogo aéreo (12 passes seguidos incompletos neste jogo! A pior marca de sua carreira), e com dificuldades pra achar os recebedores. Mas deixarei o assunto da possível saída do PowerBack39 para um outro post.


Por ora, comemoremos esta boa vitória (magra de pontos, admito, mas convincente) do Saint Louis Rams.
Um abraço.

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5 comentários sobre “Defesa dos Rams freia Cardinals

  1. Jogaço!!! o St. Louis promete!! precisa ja comentei em alguns blogs que o que falta são opções tanto de TE, WR, e RB!!! todo time que vai longe precisa de varias opções!!

    • Falou tudo, Caetano. Precisamos mesmo de mais opções, principalmente no corpo de recebedores e na linha ofensiva. Eu falo muito da OL aqui porque acho que uma boa OL talvez seja a peça fundamental do time. Um QB bem protegido, que tem TEMPO pra lançar a bola, consegue achar recebedores. Sem isso, não tem santo que resolva. Quer a prova? Olha só o que o coitado do Kolb passou na mão da nossa defesa… resultado: apenas um field goal chorado.

      • A linha até que deu conta do recado contra o ARI, mas precisa melhorar pra dar mas tempo a Bradford e realmente sem Amendola e Quick ainda não adaptado acho que Givens pode ser uma válvula de escape, eu li a um tempão que ele seria melhor que Quick e ta ai o resultado…

  2. Bem vindo ao Fisherball … defesa muito sólida e ataque sofrível … se prepare para pegar um RB ao invés de um WR (acho que a experiência com Brian Quick não está funcionando né? achei que ele iria entrar arrebentando na NFL) no primeiro round do ano que vem! Coisas de Jeff Fisher! Forte Abraço! Go Titans!

    • Pois é, Marcelo, eu também achei que Quick já chegaria mandando bem em seu primeiro ano, principalmente depois do desempenho dele no training camp. Talvez ele precise ainda de mais tempo pra se adaptar, mas o fato é que o time não pode ficar esperando o cara, não.
      Sobre o ataque sofrível, acho que dá pra reverter. Bradford é bom. Só falta a OL se firmar mais e os WR aparecerem pra receber a bola. O problema é que, sem o Amendola, isso vai ficar cada vez mais difícil…

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