“Esta é a melhor situação para mim”

Tem uma nova cara no training camp do nosso querido St Louis Rams, o Fullback Ovie Mughelli assinou um contrato de um ano e já esta treinando desde domingo, Pro Bowl em 2010 com o Atlanta Falcons, ele tem sido um dos melhores jogadores para abrir corridas na NFL, era uma peça importante no jogo do Falcons, mas teve um lesão no joelho em 2011 e jogou apenas sete vezes na temporada, isso ocorreu no seu quinto ano de contrato no total de seis e então foi lançado para dar espaço no cap.

Com 32 anos, Mughelli garantiu que vai voltar a jogar em alto nível e trazer os seus bons tempos para St Louis: “Eu sei que sou capaz de jogar três ou quatro anos a mais no campeonato em alto nível”, completou Mughelli. “Ele estragou quando tudo aconteceu. Eu estava saindo de meu ano de Pro Bowl e eu queria ser o melhor fullback na NFC, durante muito tempo para jogar em back-to-back Pro Bowls.”

Familiarizado com alguns nomes da comissão técnica tais como ex- Atlanta Paul Boudreau e Andy Sugarman, ex-Ravens John Fassel, e o nosso GM Les Snead também ex-Atlanta, Mughelli não terá problemas de adaptação à filosofia que esta sendo implantada no Rams.

“Esta é a melhor situação para mim”, disse Mughelli, Eu não queria ir a algum lugar lutando com um treinador sem nome, ou lutando para um running back  sem nome. Temos Jeff Fisher e Steven Jackson, e o coordenador ofensivo Brian Schottenheimer. Eu não poderia pedir uma melhor situação”.

“Ele é um dos melhores fullbacks para jogar na era moderna”, disse nosso HC Jeff Fisher, depois que Mughelli participou do dia de abertura do campo de treinamento deste último domingo.

Quem deve esta bastante satisfeito com a assinatura de Mughelli é nosso powerback Steven Jackson que adora ter um fullback liderando suas corridas, e Mughelli ainda completou: “Estou animado para vir aqui e fazer o trabalho de Steven Jackson ficar ainda mais fácil.”

Mughelli sendo cumprimentado no training camp do Rams.

E ai vocês acham que nosso jogo corrido vai melhorar?

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Trainning Camp: Quartebacks

Olá a todos, meu nome é Armando Chaves, alguns me conhecem como baiano, que é como me chamam no nfldeboteco.com.br , estou aqui no blog do Rams que é o time que eu acompanho na NFL. Venha aqui para ajudar meu amigo Piter Damacino a incrementar o blog com alguns artigos.

Nesta série de artigos irei comentar sobre quem são os jogadores que disputam posição durante o tranning camp, falarei um pouco mais dos desconhecidos e das batalhas por posição e tentar acertar quem serão os sobreviventes ao training camp.

Nada melhor do que começar a falar sobre os QBs, a posição de maior responsabilidade dentre todas no futebol americano e sempre a mais polemica.

Bradford em ação no trainning camp.

Entretanto dentro de todo um depth chart a titularidade do terceiranista Sam Bradford foi confirmada pelo novo técnico Jeff Fisher antes mesmo de assumir o time, que afirmou que na última temporada Bradford não teve tempo para treinar, sofreu com uma OL com muitos desfalques (teve jogos que guards jogaram de tackle), além de não ter tido tempo de aprender o playbook do seu segundo coordenador ofensivo em 2 anos de NFL. Fisher acredita que o garoto irá repetir ou até mesmo superar o ótimo desempenho durante o no ano de rookie que quase levou o St. Louis Rams ao Playoffs em 2010. Entretanto toda a mídia e até mesmo o time faz pressão sobre ele esperando atuações e desempenho desejado de jogador TOP 1 do draft.
Como reserva imediato do número 8 temos Kellen Clements, que ano passado atuou bem após as lesões de Sam e A.J. Feeley, que como os outros só terão chances de darem snaps na pré-temporada ou em caso de lesão do titular.

O Interessante dentro do Rams está a disputa na terceira posição, isso porque temos quatro Quartebacks e três vagas no roster e essa disputa fica entre Tom Brandstater que ano passado fez parte do pratice squad do time e durante o período pré-draft deste ano viajou junto com Clements e Fisher fazendo workouts com os principais candidatos a serem draftados pelo Rams, como Brian Quick e Chris Givens.

O seu desafiante é o não-draftado Austin Davis, calouro vindo da universidade de Southern Mississippi, onde conquistou dois bowl games (freshman and junior year), jogou apenas 5 jogos como sophomore (2º ano) por ter quebrado o pé e mesmo assim jogou muito bem.  No seu ano último ano de faculdade (sênior year), ele teve sua melhor desempenho em um jogo 21 de 23 passes completados, 283 jardas de passe e 3 TDs, terminando o jogo com um rating de 237,7. Além disso, ele bateu muitos recordes notáveis da universidade sendo muitas dessas marcas do grande QB Brett Favre. O ponto que tornou este jogador um UDFA foi a seria lesão no pé.

Será Davis o terceiro QB da franquia?

O Davis pelo histórico e marcas no college se mostramelhor que o Brandstater, já o Tom entra na sua segunda temporada trabalhando no Rams,  entretanto só poderemos saber quem ficará depois dos jogos de pré-temporada. Meu palpite para quem permanecerá no roster ao fim da pré-temporada será:

  • 1º – Sam Bradford
  • 2º – Kellen Clements
  • 3º – Austin Davis

Quem é Jeff Fisher?

Em janeiro deste ano, após três temporadas como o Head Coach do ST. LOUIS RAMS, Steve Spagnuolo foi demitido. Para suprir a vaga, a franquia fechou contrato com Jeff Fisher, o ex-treinador do Tennessee Titans. Notícia velha? Com certeza. Mas você sabe quem é o homem que vai comandar a franquia de St. Louis nesta temporada?

Fisher nasceu em 1958, em Culver City, na California. Graduou-se na University of Southern California (USC), onde destacou-se na defesa do time da universidade, chegando a ganhar um campeonato nacional em 1978. Em 1981, foi draftado pelo Chicago Bears para atuar na defesa e no time de especialistas como retornador, mas não teve um desempenho notável com a camisa azul e laranja. Passou a ser assistente do coordenador defensivo do time em 85, após uma lesão no tornozelo que sepultou sua carreira como jogador.

Além de treinar a defesa de Chicago, Fisher já trabalhou com o Philadelphia Eagles de 1986 a 1990, quando tornou-se o coordenador defensivo do time. Em 1991, teve uma passagem rápida coordenando a defesa do então LOS ANGELES RAMS. Sim, Jeff Fisher já desfilou seu bigode de tiozão nos vestiários dos RAMS. Mas não foi bem sucedido, porque o time encerrou a temporada de 91 com 13 derrotas e apenas 3 vitórias, uma estatística muito ruim para o RAMS da época. Nos dois anos seguites, trabalhou para o San Francisco 49ers e migrou depois, em 1994, para o Houston Oilers (atual Tennessee Titans) de onde saiu somente em janeiro de 2011(!!!), após ser demitido. O histórico completo da carreira do treinador pode ser visto aqui.

Fisher foi o técnico da NFL que permaneceu por mais tempo ininterrupto à frente de uma franquia. Foram 17 anos no Titans, sendo 16 deles como Head Coach. Uma marca impressionante, principalmente se compararmos ao tempo que os técnicos brasileiros de futebol (da bola redonda!) passam à frente de um time. Raros são os casos de treinadores que conseguem fechar um ano inteiro sem serem despedidos menos de três vezes. É uma “dança das cadeiras” de técnicos que beira à palhaçada.

No tempo que ficou com a prancheta principal do Tennessee Titans, Jeff Fisher conseguiu levar o time ao Super Bowl XXXIV, em 2000 (referente a temporada de 1999), contra o ST. LOUIS RAMS. Seriam destinos cruzados? Infelizmente para ele – e felizmente para nós! – o Greatest Show on Turf não deixou o bigodudo levar o troféu para casa.

Em compensação, Fisher conquistou três títulos de campeão da AFC SOUTH para os Titãs do Tennessee, sendo o último deles em 2008. Isso sem falar que ele acumula outros números na carreira. A influente revista Forbes, famosa por suas variadas listas do tipo “os dez homens mais ricos do planeta”, ou “as cem pessoas mais influentes do mundo”, listou Jeff Fisher como um dos treinadores mais bem pagos da América. O Head Coach aparece na segunda colocação, junto com Pete Carroll, do Seahawks, Mike Shanahan, do Redskins, e Doc Rivers, da franquia da NBA Boston Celtics. Cada um deles recebe, de acordo com a revista, aproximadamente 7 milhões de dólares anuais. Dá pra fazer um pé de meia bacana com um salário desses, não? Vale citar que, numa outra listagem da revista, a dos “times mais valiosos da NFL”, o ST. LOUIS RAMS figura na trigésima posição, à frente apenas do Oakland Raiders e do Jacksonville Jaguars. A Forbes atribuiu um valor de 775 milões de verdinhas americanas para a franquia do Missouri. Você pode ver a lista completa aqui.

A saída de Jeff Fisher do Tennessee Titans se deve muito mais aos seus embates titânicos (trocadilho batido…) com Vince Young do que propriamente ao seu desempenho como Head Coach, e aqui cabe um parágrafo inteiro sobre isso. Para quem não conhece, Vince Young era o quarterback coqueluche da franquia de Nashville, que se tornou um bust sob o comando de Fisher. Draftado em 2006 após a final do Rose Bowl em que, jogando pela Universidade do Texas, Young praticamente destruiu a defesa adversária atraindo para si a atenção do mundo e a ganância dos donos dos times da NFL, o quarterback texano chegou a Nashville embaixo de uma chuva de confetes. Com um desempenho promissor em sua primeira temporada, quase conseguindo levar os Titans aos playoffs (o time perdeu a vaga na última rodada contra os Patriots), e uma temporada seguinte ainda melhor (com um saldo de 10 vitórias e 5 derrotas e uma eliminação nos playoffs contra o San Diego Chargers), a casa caiu para Vince Young em 2009 quando, logo no primeiro jogo da season, o quarterback lesionou o joelho e ficou de molho por quase quatro meses, sendo substituído por Kerry Collins. O substituto levou a franquia de Tennessee à vitória nas nove rodadas seguintes. Nesse meio tempo, talvez afetado pela pressão da falta de resultados e a ameaça de perder de vez a titularidade, Young surta, some, fala um monte de besteira pra imprensa e começa a dar dores de cabeça para Jeff Fisher, que nunca foi muito com a cara do quarterback texano. Resumo da ópera: Kerry Collins virou o QB tiular dos Titans (hoje substituído por Jake Locker), Vince Young foi dispensado e Jeff Fisher demitido.

Essa encrenca toda com Young, de certo modo, foi determinante para a vinda de Fisher para o RAMS. O Head Coach chegou a afirmar que só aceitaria treinar um time que já tivesse um quarterback bem estabelecido. Entre o Miami Dolphins e o St. Louis, os times que tentaram negociar sua contratação, Fisher optou pelo time de Sam Bradford, quarterback por quem já andou rasgando elogios em suas declarações na imprensa. Pelo teor das declarações, Fisher está bastante animado por treinar com o jogador e com todo o time do Missouri.

Pra ser sincero, apesar do retrospecto e da história de Jeff Fisher, não estou muito empolgado com sua contratação, nem com a dispensa de Steve Spagnuolo. Fisher tem um temperamento complicado e temo que, na sua mão, Bradford pode acabar virando um novo Vince Young (guardadas as proporções, é claro). Além do mais, o principal problema do RAMS não é o técnico, mas o Roster, sobretudo a defesa, que entregou MUITOS pontos na última temporada. Jeff Fisher tem bastante experiência como treinador de defesa, mas esta também é a especialidade de Spagnuolo (ele foi coordenador defensivo de um NY Giants campeão do Super Bowl XLII e já está trabalhando para o New Orleans Saints na mesma função), o que acaba por dar no mesmo.
Talvez seja apenas pessimismo meu, e o bigodudo pode surpreender todo mundo levando o ST LOUIS RAMS aos playoffs, coisa a que já se propôs, inclusive. Se bem que, se ele conseguir terminar a temporada nas cabeças da divisão, já vai estar de bom tamanho. Como dizem por aí:  é esperar pra ver.
Um abraço!