Por que torcer pelo Rams?

Esse texto é de um leitor/colaborador do Blog que entrou em contato e quis falar um pouco sobre torcer para o nosso querido Rams.

Se você curte futebol americano e torce pela franquia de St. Louis, ou ao menos simpatiza com ela, já deve ter ouvido essa pergunta de alguém. Por que torcer por um time que, nos últimos anos, amarga muito mais derrotas do que vitórias? Que acumula 65 derrotas nas cinco últimas temporadas regulares, contra apenas 15 vitórias? Que desde 2004 não vai aos playoffs? Que tem segurado a lanterna na maioria dos últimos campeonatos e tem sido quase sempre o primeiro, ou o segundo, a escolher no Draft?

Não posso falar pelos outros torcedores da franquia, mas é somente uma única razão inexplicável que me motiva a vestir a camisa e acompanhar os jogos pela televisão (ou pela internet) quando os RAMS entram em campo: a paixão! Pura e simples. E mesmo sendo inexplicável, vou tentar traduzir aqui pra você esse sentimento em palavras, na esperança de arrebanhar mais um torcedor entre os curiosos e novatos no futebol americano que ainda não escolheram um time da NFL para torcer, e que talvez estejam se perguntando: afinal, por que torcer para os RAMS?

Os mais experientes no esporte que ainda é estranho para a maioria dos brasileiros, mas que cresce significativamente no país, poderiam citar o Greatest Show on Turf como razão suficiente. O esquadrão imbatível que levou o time do Missouri para o Superbowl e deu o primeiro título para a franquia encantou torcedores no mundo todo e é o responsável por boa parte dos torcedores dos RAMS no Brasil. Lembro que, durante um jogo de futebol americano com times nacionais no Rio de Janeiro, em 2010, conversei com um cara na torcida que vestia a away replica (a camisa “reserva” usada em jogos fora-de-casa) do Kurt Warner, o quarterback que liderou a vitória da franquia no Superbowl XXXIV. Ele me disse que seu pai havia lhe dado a camisa logo depois de assistir à final e, por isso, tinha começado a torcer pelos RAMS. Naquele momento, concordei que a vitória no SB era um bom motivo para começar a acompanhar o time, mas hoje eu me pergunto se esse, na verdade, não era o caminho mais fácil. Afinal, torcer pelo time que está ganhando é moleza, difícil é gostar do time que perde.

Foi justamente este o desafio a que me propus quando passei a curtir o futebol americano. Eu já tinha curiosidade pelo esporte desde garoto, mas conhecia muito pouco. Comecei a acompanhar mesmo quando vi um ou dois jogos na televisão, em 2009. Fiquei intrigado com a dinâmica combativa e com a complexidade das regras. Com as jogadas sensacionais a com as cores dos uniformes que mais pareciam trajes de super-heróis de quadrinhos. Passei a assistir a todos os jogos e a pesquisar feito louco na internet sobre a NFL. Mas não havia escolhido ainda um “time do coração”. Pra nós, brasileiros acostumados a já nascer torcendo por um clube de futebol da bola redonda, essa expressão pode parecer estranha, mas é justamente isso o que acontece quando se começa a acompanhar o futebol da bola oval. Não há determinismo. Você não tem que torcer para um time só porque é o mesmo time do seu pai, ou por razões geográficas, ou por qualquer outra razão. Você simplesmente escolhe um dos 32 times que compõem a NFL. Qualquer um deles. E eu ainda não havia escolhido o meu.

Naquele ano, o ST. LOUIS RAMS havia feito a pior campanha de sua história. Aquilo chamou a minha atenção e fui pesquisar o time com mais afinco. Li tudo sobre a franquia, sua trajetória e seus principais jogadores. Acompanhei o Draft de 2010 e vibrei quando Sam Bradford vestiu a camisa azul-e-dourado. Me alegrei com as primeiras vitórias, no maior sentimento “agora vai!”, fiquei puto quando o time perdeu a vaga dos playoffs para o Seahawks e, quando me dei conta, já estava torcendo apaixonadamente por um time da NFL. Sem perceber, eu já havia feito a minha escolha. E isso não aconteceu logo após a vitória no Superbowl da temporada 1999-2000, no ápice da história do ST LOUIS RAMS, mas justamente quando a franquia saía do pior momento de sua existência.

Após um desempenho louvável em 2010, com um time consistente e sedento por uma vaga nas finais, a temporada 2011 voltou a ser sofrível, recheada de contusões e com um calendário extremamente difícil. Ficamos na vice-lanterna, atrás apenas do Indianapolis Colts – outra potência de outrora que passa por maus bocados – e novamente fomos um dos primeiros a escolher no Draft. É uma excelente hora para eu propor o mesmo desafio para você, que ainda não escolheu um time da NFL para torcer. Pergunte a si mesmo: Por que torcer pelos RAMS? Ou melhor: Por que não torcer pelos RAMS? Afinal, como eu disse, torcer pelo time que está ganhando é moleza, difícil mesmo é gostar do time que perde.

Um abraço!

TITO CAMELLO é desenhista e professor de literatura. Gaúcho, é torcedor do Internacional, apaixonado por futebol. Da bola redonda e da bola oval.

Mais um reforço

St. Louis Rams reforçou seu grupo de linebacker assinando com mais um veterano o ex-Washington Redskins linebacker Rocky McIntoshna quinta-feira, 14 de junho, agora são três jogadores experientes: Mario Haggans, Rocky McIntoshna e Jo-Lonn Dunbar, que terão a missão de ajudar no desenvolvimento dos novatos da equipe Alex Brown,  Sammy  Brown e Alex Hoffman-Ellis. McIntoshna chega para acirrar mais a briga para outside linebacker, é um jogador mediano mas sólido e a sua adição vou foi de grande valia para encorpar o roster e o fortalecer o grupo de LBs. Palavras do treinador Jeff Fisher sobre McIntoshna“Ele está se movimentando bem. Ele é um veterano experiente, tem alguma experiência no sistema, com a nomaclatura, para que ele possa entender rápido. Ele é um daqueles caras que nós vamos colocar na mistura e competir e ver o que acontece. “.

Bradford ajusta seu contrato

Bradford ajustou seu contrato com o Rams, seu salário é de US $12 milhões de dólares em 2012 no terceiro ano de contrato assinado por 6 anos no Draft de 2010 no valor total de US $ 78 milhões de dólares. O valor de US $ 12 milhões não foi alterado, só a forma de pagamento foi dividida em duas partes: a metade  foi somado como salario base e a outra metade como bônus já pago em maio. Para os outros 3 anos restantes esta tudo como foi assinado no contrato, US $ 9 milhões de salário base em 2013 com US $ 8 milhões garantidos, US $14,015 milhões em 2014 com 2,805 garantidos e 12,985 milhões em 2015 com 3,605 garantidos. E ai ta com grana o garoto?