St. Louis Rams Training Camp!

Fala pessoal! Beleza?

Os treinos da pre-temporada começaram na semana passada para os Carneiros. Assim, resolvi trazer para vocês aqui algumas notícias que estão surgindo dos treinamentos.

Vou dividir em algumas partes, nessa primeira postagem vou colocar fotos/vídeos/notícias dos 3 primeiros dias de treinamento, sendo eles sexta, sábado e domingo. Mas por que os 3 primeiros? Pois foram os dias que os jogadores treinaram sem “pads”. Assim, poderemos analisar a evolução de forma calma e separada. Lembrando que as “notícias” que eu vou postar aqui são um apanhado de mensagens que surgiram e relatos dos torcedores que estiveram presentes nos dias de treino, ou seja, lá no Rams Park!

Bem, vamos aos 03 primeiros dias de treino!

Tema geral, DEFESA DEFESA DEFESA!

Seja em drills individuais (OL/DL) ou drills coletivos, 11-11, fica evidente a dominação por parte da defesa, que estão jogando de forma rápida, limpa e despreocupada.

Gregg Williams, coordenador defensivo, tirou o freio de mão da defesa logo no começo, enviando uma grande variedade de “blitzes” em cima de uma linha ofensiva inexperiente. De certa forma é até injusto, mas esse ano devemos começar jogando de forma rapida e forte logo no começo, não esperar pra chegar no meio da temporada para a defesa jogar com todo seu potencial. Além do mais, ajuda na evolução da linha ofensiva.

Ogletree está parecendo um jogador de ProBowl.

Tema secundário, Ataque, será que vai dar certo?

Jogo aéreo parece anêmico. Muito cedo para avaliar ou é caso para preocupações?

Um dos únicos pontos que estão “brilhando” neste momento é o duo Foles-Cook.

Mannion é melhor do que aparenta, realmente está tendo um bom começo de TC. Enquanto Davis/Keenum vão sofrer para ter um lugar nos 53 jogadores ao fim da pre-temporada.

O jogo corrido terá que fazer tudo de forma excelente para que algo dê certo nesse ataque.

Gurley/Mason precisam ser dinamicos para que esse ataque vá a algum lugar.

A linha ofensiva nestes três primeiros dias ficou desta forma:

Primeiro Time : Robinson – Saffold – Barnes/Jones/Rhaney – Brown – Havenstein

Segundo Time :  Williams – Washington – Jones/Rhaney/Barnes – Reynolds – Donnal

Terceiro Time : Battle – Wang – Rhaney/Barnes/Jones – Bond – Baker

Coach Fisher já havia dito que faria um tipo de revezamento entre os três “Centers”, Barnes/Jones/Rhaney, nos treinamentos, cada um deles tendo um dia inteiro disponível para treinar com o primeiro time. Esse revezamento deve ficar até segundo ou terceiro jogo da pré-temporada, momento em que já se deve ter um nome certo para a titularidade.

No segundo time, eles trocaram o lado direito em alguns momentos. Na Sexta e Domingo tivemos Reynolds como RG com o Donnal em RT. No sábado, eles trocaram de lugares, com Reynolds de RT e Donnal de RG.

Muito foi reportado sobre o progresso nos drills individuais, e como a Linha Ofensiva fracassou, especificamente os “centers”. É totalmente plausível esse fracasso, porém não podemos esquecer que eles estavam sem pads, o que dificulta o trabalho de qualquer linha ofensiva, ainda mais em drills 1-1. Quando colocarem os pads essa situação mudará. Dito isso, é irreal tentar julgar os jogadores através dos drills em 1-1 de bloqueio de passe, especialmente o pessoal do meio. A palavra-chave para esta unidade é a comunicação!

A linha Defensiva por sua vez ficou desta maneira:

Primeiro Time: Hayes – Brockers – Donald – Quinn

Segundo Time: Hayes – Worthington – Fairley – Sims

Terceiro Time: Ifedi – Westbrooks – Trinca-Pasat – Longacre

Chris Long não estava disponível/treinando nestes dias, com isso Hayes teve suas oportunidades com o primeiro time.

Um cara que se destacou foi Worthington. Muito maior do que o esperado além de estar em uma ótima forma física.

Ifedi mostrou alguns flashes de seu potencial. Trinca-Pasat e o Longacre não tem chances algumas contra os outros.

Quanto aos Linebackers:

Primeiro Time: Ogletree – Laurinatis – Ayers

Segundo Time: Hager – Dunbar – Bates

Terceiro Time: Malone – Toomer – McFadden

Ogletree está jogando de maneira absurdamente rápida, além de estar em todos os cantos do campo. Laurinaitis não demonstra nenhum efeito das suas lesões no tornozelo que teve ano passado. Ayers aparenta ser um upgrade em relação ao Dunbar. No começo falhou em algumas coberturas de passes, mas sua altura e atleticismo são notáveis.

Hagger aparenta ter ótimos instintos, e deve ser um grande contribuinte nos Special Teams.

Uma unidade que deve ser o fator diferencial nessa defesa é o corpo de Linebackers. Gregg Williams consegue levar seus linebackers em blitz de qualquer lugar e toda hora! Pressão é a palavra do momento, vem em todo momento e está sendo muito efetiva.

Quanto aos Defensive Backs:

Primeiro Time: Jenkins – Johnson – McDonald – McLeod

Segundo Time: Roberson – Gaines – Davis – Alexander

Terceiro Time: Joyner – Claiborne – Hagen – Bryant

Com a lesão do EJ Gaines, Joyner tomou lugar na posição de Nickel CB com o primeiro time. Alexander teve muitas oportunidades nos drills 11-11 com o primeiro time no lugar do McDonald.

Enquanto esta tendo inúmeras oportunidades, Alexander também esta recebendo uma grande dose da Ira de G. Williams. Mal uma jogada acaba e Williams já “grita” com ele sobre seu posicionamento e técnica. Mark Barron precisa voltar logo.

Um cara que esta brilhando é o Christian Bryant. Um dos mais seguros à ficar no time no fim da pre-temporada. Talvez seja o melhor Puro-Safety no elenco.

Janoris Jenkins parece estar totalmente focado, recebendo ótimas menções neste começo de treino. Possivelmente receba o título de Melhor Jogador dos Treinos.

Melhores Momentos dos três primeiros dias:

Na maior parte o foco foi nos passes curtos. Muitos “crossing routes” e “quick releases” para os Tight Endes e running backs no “flat”. Quando utilizam passes longos estão tendo muito sucesso com as chamadas “seam routes” para os Tight Ends.

A defesa está agindo da sua maneira, trazendo pressão de todos os lados do campo. Com uma linha Ofensiva inexperiente muitas das jogadas resultariam em sacks ou jardas negativas, caso fosse um jogo “para valer”.

Quanto aos Quarterbacks:

Nick Foles é muito bom na sua primeira leitura, quando seu primeiro jogador está aberto o passe é perfeito e rapido. Consegue realizar todos os passes tranquilamente. Apenas motivo para preocupação é quando ele precisa segurar um pouco mais a bola. Em alguns momentos fica um pouco ansioso/nervoso, e força passes em lugares em que há congestionamento. Acabou lançando algumas interceptações feias decorrente destes momentos.

Obviamente suas qualidades são sua força e altura, o que facilita nas “seam routes”. Neste início de trabalho é notável o “conforto” que ele aparenta ter com Jared Cook, o que pode se tornar em um duo dinamico nestes anos que estão por vir. Tem uma ótima precisão em passes médios e longos, mas tende a ser erratico em alguns passes curtos.
Sean Mannion surgiu como uma grata surpresa. Dá para ver a confiança em sua face, e não deixa a impressão de que estes novos desafios são muito grandes para ele. Quanto antes ele ganhar o cargo de 2º QB, melhor.

Keenum e Davis: A competição para a última vaga de QB (assumindo que eles fiquem com 3 QBs nos 53 jogadores finais) ficará com um desses dois.

Keenum parece ser uma versão menor do Kellen Clemens, só que com um braço melhor. Ele pode fazer quase todos os passes. Neste momento ele aparenta ser o favorito para ocupar a última vaga de QB.

Davis mostrou novamente muitos dos seus problemas de precisão, da mesma forma que teve nos últimos treinamentos. A situação não está muito fácil esse ano para ele, seus dias podem estar contados.

Running Backs:

Tre Mason está com o olhar de quem sabe aonde pertence. Rápido, explosivo e mais confiante. Está garantindo que seu jogo continue nos planos da Staff mesmo quando Gurley “chegar para ficar”. O que mais se nota no momento é a sua atitude em bloquear uma blitz.

Cunningham está mais grosso/roliço e menos ágil. Mesmo mostrando seu grande potencial em alguns momentos, não aparenta ser aquele jogador explosivo do ano passado. Vamos esperar para ver.

Pead, SIM, ISAIAH PEAD!!! Surgiu revigorado. Não demonstra nenhum efeito da sua lesão no joelho que o tirou da temporada passada. Voltou com tudo nos treinos de Special Team (está na primeira unidade de cobertura), e esta mostrando todo seu atleticismo quando no backfield. O que parece ser uma surpresa para muitos, ele demonstra querer, e MUITO, ficar no roster dos 53 neste ano.

Wide Receivers:

Britt ainda é o “líder” deste grupo. É possível vê-lo ensinando os outros recebedores regularmente nos treinos. Está da mesma forma que a temporada acabou ano passado, e deste grupo é o favorito do Foles. Não há nenhum motivo para se pensar que ele não será tão bom quanto ou melhor do que em 2014.

Quick está sendo protegido, usando uma cobertura no seu capacete que significa “sem contato”. Também demonstra estar do mesmo jeito que estava antes de sua lesão no ano passado. Uma das grandes jogadas do treino até agora foi sua, ajustando-se para realizar a recepção por cima do Gaines em um passe longo perto da sideline. Finalmente nota-se que ele acredita em si próprio e sabe seu lugar.

Bailey está tendo um ótimo inicio de treinos, mesmo que de forma “quieta”. Até agora pegou tudo que foi lançado em sua direção. Mesmo limitado em suas rotas pré-estipuladas tem se mostrado uma opção segura para passes, mesmo em tráfego. Fique de olho nele, com certeza estará mais em campo esse ano.

Tavon Austin está alinhando como Outside WR na maioria das jogadas neste momento, muito em razão da ausência de Brian Quick. Até agora não tem tido muito impacto em rotas longas, em sua maioria tem recebido passes curtos apenas. Porém, em uma entrevista na quinta-feira, Les Snead disse que vão utiliza-lo mais na posição de Outside do que em Slot, fazendo com o que o slot seja preenchida pelo Bailey. Novamente, a sua melhor chance de sucesso está nas rotas cruzadas, passando por trás dos LB’s, assim ele poderá honrar sua agilidade e velocidade, abrindo espaço para play actions.

Obersações Gerais:

“Este time será melhor se….”

Center: Barnes vence a posição. Barret Jones provará ter mais valor como primeiro reserva nas três posições internas da linha ofensiva. Neste momento, a “profundidade” de jogadores nesta posição é realmente pequena, Garrett Reynolds é a melhor opção. Então, tendo Jones disponível para as 3 posições faz desta unidade uma equipe melhor. A menos que Barret Jones seja o claro vencedor na competição de Center, eles serão um time melhor se Barnes for o titular em alguma das posições do meio (RG).

Cornerback: Trumaine Johnson vence a titularidade de CB, com EJ Gaines focando na posição de Nickel CB. Isso permite colocar em campo ao mesmo tempo os três melhores jogadores na maior parte do tempo. Gaines é muito melhor na região central do campo.

Quarterback: Mannion vence o cargo de reserva. Mesmo após apenas 3 dias ele já demonstra ser muito superior ao Keenum e Davis. É apenas questão de tempo para que seja nomeado o 2º QB do time.

Running back: Pead vence a competição pelo 3º lugar como RB. Sabemos que isso não será muito bem visto pelos fans, mas Pead ainda é o mais atlético e talentoso running back no time que não tenha o nome de Todd Gurley. Se, finalmente, ele conseguir ser o jogador que draftaram para ser, seremos um time melhor se ele conseguir vencer a competição com Benny Cunningham. (não dizendo que isso vai acontecer, mas …..)

INTANGÍVEIS:

A adição dos novos Coachs que já estão mostrando resultado: Chris Weinke & Jeff Garcia

Weinke deve ter um impacto grande com os QB’s. Já mostra que é muito bom em comunicação individual com seus jogadores após cada jogada. Sua reputação como instrutor é notada em campo, e com certeza será um enorme trunfo nessa staff.

Jeff Garcia realmente parece diferente no uniforme Azul & Dourado. Nota-se a “paixão” que ele trás ao jogo e evidencia isso aos seus jogadores. No momento está trabalhando com os WR’s. Se existe alguém que pode melhorar o jogo de alguém trazendo “paixão e desejo” pelo jogo, esse é Jeff Garcia. Está trabalhando com Tavon Austin, Brian Quick, e até Chris Givens (enquanto está aqui). A propósito, ele ainda parece que pode jogar, e é visto regularmente depois dos treinos fazendo lançamentos para os recebedores, e dando algumas dicas.

Rob Boras está trabalhando com o ataque. É muito detalhista e orientador. No momento está focado com os TE’s. É mais visto nos treinos coletivos, 11-11, e deve pagar os dividendos ensinando e realizando a transferência do modo de jogar de “zone” para o “power running scheme.”

Bem, é isto que aconteceu de melhor nos três primeiros dias. Não tivemos contato até por que não utilizaram pads. Porém já estamos no 7º dia de treinamento e os capacetes/shoulders já estão “estalando”. Assim que possível farei uma nova compilação de notícias dos dias 4 ao 7 de treinos.

Agora vou adicionar algumas imagens. Espero que tenham curtido, abraços!

GO RAMS!

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Fonte de algumas imagens.

Fonte das análises/imagens feitas pelo pessoal que estava no training camp.

PAPO DE QUINTAL #26

Esse período de Off-season é mesmo um marasmo!

Apesar de estarmos às vésperas do Draft, lembrar que faltam mais de 150 dias até a volta da NFL é um saco. Quem não acha difícil passar os domingos sem ver o ‘Carnerão da Massa’ em campo? Eu, particularmente, sinto muita falta.

Pra matar um pouco as saudades eu costumo acessar o site oficial do St. Louis Rams, em especial a área de vídeos. Sempre tem coisas legais, destaco os videos das categorias Highlights e Wired. Pra galera que curte Draft, lá tem videos com os principais prospects por posição. Há também outros vídeos legais, é só acessar e se divertir!!! ‪#‎fikadika‬

Apesar da dica acima, o motivo da minha postagem foi a descoberta de uma pérola nesse imenso mar que é a internet!
Achei o jogo completo do Super Bowl XXXIV no Youtube!!!
Para os desavisados, este foi o único Super Bowl que vencemos, na temporada 1999-2000, contra o Tennessee Titans!

Para quem viu, serve para matar a saudade. Para quem não viu, serve para conhecer!

https://www.youtube.com/watch?v=rqk19zUafow

Divirtam-se!!!

Por hoje é só!!!

GO RAMS!!!
E TACKLEIA COM AMOR, P*%%@!!!

P.S. – O vídeo é de uma transmissão russa creio eu (ou de outro país eslavo, isso pela sonoridade da língua e pelo alfabeto cirílico que aparece no começo da transmissão)

Papo de Quintal #25

Fala galera! Como vão?

Como devem ter percebido a página, assim como o blog, andaram muito parados nos últimos meses. Isso infelizmente aconteceu pois, como devem saber, o pessoal que escreve aqui tem outras atividades, que acabaram por consumir o tempo livre que tínhamos pra escrever.

Para voltar a movimentar a página escolhi tratar de um assunto um pouco diferente do que costumamos tratar. Escolhi falar sobre a Final do Torneio Touchdown, que ocorreu em São Paulo, no último sábado, dia 13/12/2014.

A final foi disputada pelas equipes do Timbó T-Rex e do Vasco da Gama Patriotas.

Muitos devem estar se perguntando: “Ok. Más o que isso tem à ver com o Rams?”

A grande questão tem resposta. Dois jogadores do Vasco Patriotas, são torcedores do Rams!!! São eles: TE #8 Roni Rodrigues e o FB #41 Piter Damacino.

Eu resolvi prestigiar o evento, e torcer pelos amigos. E trago pra vocês um pequeno relato do que foi a partida. Os leitores mais antigos devem saber que esta coluna tem um único compromisso, ser tendenciosa e corneteira.

O JOGO

O jogo ocorreu no estádio localizado dentro do complexo esportivo do Ibirapuera em São Paulo. Marcado para as 18h, cheguei ao local da partida por volta das 16h para comprar o ingresso.  Havia outro evento ocorrendo no Ginásio do Ibirapuera e penso que a sinalização para o estádio poderia ser melhor.  Dentro do complexo, e já ao lado do estádio tudo estava muito organizado. Sem filas para comprar ingresso, distribuição de brindes, loja de souvenirs, alimentação, banheiros, segurança… estrutura bem bacana, me impressionou de cara.

Dentro do estádio nova surpresa, campo devidamente pintado, telão, seis ou sete câmeras para a transmissão, música para a torcida, narração para a torcida presente, além da narração do canal Fox Sports 2 que fazia a transmissão na TV. Uma única falha, o áudio do juiz principal falhou na maioria das vezes, o que atrapalha quem não está familiarizado com o gestual da arbitragem.

Outro destaque foi o público, que contava com as torcidas das equipes participantes, entusiastas do esporte e atletas de outras equipes. Foi um verdadeiro desfile de camisas de muitos times de F.A. brasileiro. E que festa teve na arquibancada. Devo confessar que a maior parte da torcida vibrava mais com as boas ações do T-Rex, mas a torcida dos Patriotas mostrava muita empolgação também.

Em campo o jogo mostrou-se equilibrado, no entanto as atuação do Patriotas se mostrava mais eficiente. Logo no primeiro quarto o nosso amigo, #8 Roni, foi acionado com um passe dentro da endzone, no entanto estava muito marcado e infelizmente não conseguiu segurar a bola. Na jogada seguinte o time do Vasco abriu o placar com um touchdown, e extra point. 7 a 0! Nosso outro amigo, #41 Piter, atuou nos Special Teams de Punt e Field Goal, fazendo o bloqueio pelo lado direito.

O Vasco continuou seu domínio e abriu 14 a 0. Demonstrando uma reação o T-Rex ainda diminuiu com um Touchdown e uma conversão de 2 pontos, levando o placar para 14 a 8.
O Vasco fez mais um TD, deixando o placar em 21 a 8. E assim terminou o primeiro tempo.

No segundo tempo o T-Rex voltou mais acesso, e após uma interceptação retornada para TD, ainda no começo do 3º quarto o placar mostrava 21 a 14. A emoção do jogo só aumentava.

Ainda no 3º quarto, após boa campanha ofensiva, o Patriotas foi para uma tentativa de FG que colocaria a sua vantagem em duas posses de bola. Seria uma pena se o acontecesse um snap muito alto, que transformou o FG em um Punt de improviso. Nesse momento a torcida do T-Rex ficou inflamada e contagiou o time, aos gritos de: “EU ACREDITO!”.

Chegou o último período e mais um FG para os Patriotas. Veio o chute e mais um erro, dessa vez a bola passou à esquerda do Y. A torcida do T-REX inflamou ainda mais, e o time correspondeu. Uma boa campanha terminou em TD. E para apreensão de toda a torcida e jogadores dos Patriotas, o T-Rex arriscou a conversão de 2 pontos e foi bem sucedido.

E eis a situação: Finalzinho do jogo, e o placar era 21 a 22. Vasco precisava de uma boa campanha, e minimamente de um FG para virar o jogo.

E lá foi o Vasco, com seu eficiente jogo corrido, conseguiu chegar em condições de chutar o FG.

O relógio estava quase zerado quando partiu o snap… perfeito! O holder segura e posiciona a bola… e vem o chute… aqueles instantes em que a bola estava no ar foram de apreensão em todo o estádio, que derrepente parecia estar em completo silêncio… a bola viajava… e da arquibancada não conseguia ter certeza de sua trajetória…  então ela se aproximou do Y e como por mágica atravessou no meio das traves, esse final para mim pareceu acelerado…  comemoração vascaína, intensificada pelo apito final:  VASCO DA GAMA PATRIOTAS, CAMPEÃO DO TORNEIO TOUCHDOWN!!!

Eu fiquei completamente emocionado e extasiado com esse jogo, esse final… são essas coisas que fazem o Futebol Americano ser o melhor esporte do mundo, o mais apaixonante, o menos previsível… Ser essa loucura, essa insanidade, que faz com que muitos de nós fiquemos aos domingos, segundas, quintas (e alguns até aos sábados) à frente da TV assistindo às partidas.

É o que faz muitos de nós, procurar times quase sem nenhuma estrutura, perdermos nossos finais de semana, gastarmos dinheiro com equipamentos e viagens, para simplesmente jogar esse jogo.

É numa conquista dessa que todo esse esforço é recompensado. Ser campeão nacional do esporte que você ama.

Tive o prazer de acompanhar em loco essa final, acompanhado de outro torcedor dos Rams, o Pedro Henrique. E pudemos, nos emocionar e comemorar junto com nossos amigos essa conquista.

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Trago agora pra vocês uma pequena entrevista com os jogadores, pra tentar saber, deles mesmos, como foi essa conquista:

#8 Roni – TE

Primeiramente, meus parabéns pela conquista!!! Agradeço que se disponha a responder essas perguntas, e prometo não te encher muito.

“Será um prazer!”

– Pode resumir sua história com o F.A.? E o que você faz além do F.A.?

“Comecei a jogar em 2005, nossa… lá se vão 10 anos rs! Comecei na praia, jogando pelo Titãs no mais antigo campeonato do Brasil, o Carioca Bowl! Sendo campeão 2x no CB VII e no CB VIII. Depois fui diversas vezes seleção carioca e uma vez seleção brasileira! No primeiro amistoso em 2007 contra o Uruguai em Montevidéu.
Hj… campeão brasileiro com o Vasco da Gama Patriotas!!! Era o único título que faltava… estou em paz!!!

Trabalho com Certificação Digital.”

– Porque o Rams?

“Sempre gostei de ataques. Até quando jogava basquete antes do FA, nunca fui bom defendendo! E o The Greatest Show on Turf sempre me deixou emocionado! “Keep attacking” isso é lindo! Sem contar as cores, a minha favorita é azul e a combinação com o dourado é a mais bonita que existe!!! rs”

– Já caiu a ficha que você é campeão nacional? Consegue descrever a sensação?

“Demorou um pouco mais caiu! Fui um dos fundadores do time, e chegamos mto perto diversas vezes… tava mais do que na hora! A descrição perfeita é: alma lavada, dever cumprido!!!”

–Você acreditava algum dia ser possível ser campeão nacional, com jogo transmitido na TV e tudo mais?

“Acreditava sim! Acredito mto em pensamento positivo, vibrações positivas… procurei sempre mentalizar isso, e esse momento já havia passado como filme por diversas vezes na minha cabeça! Agora é realidade!!!”

– O que passou na sua cabeça, no momento depois do drop dentro da endzone, no começo do jogo? E depois da recepção que onde acabou sofrendo o fumble?

“Na primeira… FALTA!!! huahauahaua Interferência purinha, senti o contato do marcador antes da tentativa de recepção! Mas tb o passe do Lucas não foi bom, veio atrás, mas enfim, passe incompleto e conta como drop! No segundo total falha minha!!! Recebi bem e girei, me preocupando em tratorar o defensor a minha frente, e não vi o de trás que com um movimento perfeito consegui bater na bola por onde eu não esperava, ocasionando o fumble! Mas pra nossa sorte… Rhuda MVP estava lá pra recuperar a bola! First down!!!”

– Gostaria de deixar um recado pra galera do Rams Brasil?

“Pra galera do Rams Brasil fica a máxima de persistir!!! Temos um time em formação, mas assim como no Vasco Patriotas, com paciência o sucesso virá! Sam Bradford voltará com força total sendo a peça do quebra cabeças que está faltando! E ai… playoffs baby!!! Forte abraço!”

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#41 Piter – FB

Antes de mais nada, parabéns pela conquista meu amigo!!! Foi uma honra poder assistir de perto essa sua conquista. Confesso que tomei ela um pouco pra mim também, como se o Rams tivesse jogando… Vamos às perguntas:

– Pode resumir sua história com o F.A.? E o que você faz além do F.A.?

“Minha esposa me viu jogar soccer e me deu a ideia de procurar o F.A. …(rs).
Em Brasília, o Tubarões do Cerrado treinava perto do meu trabalho. Então, um dia de treino fui lá, para ver como era realmente o esporte. Gostei muito, fiz o try-out e fui selecionado para jogar de Running Back. Fiquei no Tubarões do Cerrado de 2009 até 2012. Em 2013, fui transferido para o Rio de Janeiro, já tinha alguns amigos no Vasco Patriotas e já era fã da equipe. Então fiz o try-out e passei. Não pude ficar por motivos pessoais más, após 3 meses procurei o Vasco Patriotas e fui muito bem aceito. Além disso disputo o Carioca Bowl pela equipe do Ilha Avalanche e atualmente sou Coordenador Ofensivo do Andorinhas Futebol Americano.
Sou militar da Marinha do Brasil onde trabalho na área de informática.”

– Porque o Rams?

“Após ver o Super Bowl do Arizona Cardinals com Kurt Warner, fui pesquisar sobre o mesmo e descobri o Rams. Foi amor a primeira vista, apesar de ter negado de cara…(rs).”

– Já caiu a ficha que você é campeão nacional? Consegue descrever a sensação?

“(Rs) A ficha caiu após um torcedor do Vasco ter vindo me agradecer pelo título. Ali eu percebi a grandeza da conquista. A sensação é a melhor possível! É a recompensa de um trabalho que mistura amor e renuncias que muitos não entendem e até te criticam.”

–Você acreditava algum dia ser possível ser campeão nacional, com jogo transmitido na TV e tudo mais?

“Quando cheguei no Vasco Patriotas acreditei que era bem possível pela equipe ser extremamente vencedora. Quando começou o ano, que a equipe se demostrou encaixada, não tive dúvidas.”

– Como é jogar nos Special Teams? O que passou na sua cabeça, depois dos dois erros de FG?

Num esporte coletivo você pode ajudar de várias maneiras. Jogar no Special Teams é uma maneira de ajudar, que muitos não dão valor ou não se interessam, mas que é de extrema importância no F.A. Tanto que o título foi decidido em um lance de S.T.
A confiança não se abalou. No último drive eu tinha certeza que era só ter uma chance de chutar que o titulo era nosso. Cheguei a comentar isso na sideline.

– Gostaria de deixar um recado pra galera do Rams Brasil?

“Obrigado pelo apoio de todos pelo facebook, whatsapp, e pessoalmente como alguns fizeram. Vocês torceram o ano todo por nós, muito obrigado!!! E que o  Rams também possa nos dar alegria!!! Abraço a todos e obrigado pela entrevista”.
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Abaixo algumas fotos tiradas por mim e pelo torcedor Pedro Henrique:

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Por hoje é só! Prometo voltar aqui em breve para falar um pouco sobre essa temporada do nosso Rams.

GO RAMS!!!
E TACKLEIA COM AMOR, P*%%@!!!