Papo de Quintal #25

Fala galera! Como vão?

Como devem ter percebido a página, assim como o blog, andaram muito parados nos últimos meses. Isso infelizmente aconteceu pois, como devem saber, o pessoal que escreve aqui tem outras atividades, que acabaram por consumir o tempo livre que tínhamos pra escrever.

Para voltar a movimentar a página escolhi tratar de um assunto um pouco diferente do que costumamos tratar. Escolhi falar sobre a Final do Torneio Touchdown, que ocorreu em São Paulo, no último sábado, dia 13/12/2014.

A final foi disputada pelas equipes do Timbó T-Rex e do Vasco da Gama Patriotas.

Muitos devem estar se perguntando: “Ok. Más o que isso tem à ver com o Rams?”

A grande questão tem resposta. Dois jogadores do Vasco Patriotas, são torcedores do Rams!!! São eles: TE #8 Roni Rodrigues e o FB #41 Piter Damacino.

Eu resolvi prestigiar o evento, e torcer pelos amigos. E trago pra vocês um pequeno relato do que foi a partida. Os leitores mais antigos devem saber que esta coluna tem um único compromisso, ser tendenciosa e corneteira.

O JOGO

O jogo ocorreu no estádio localizado dentro do complexo esportivo do Ibirapuera em São Paulo. Marcado para as 18h, cheguei ao local da partida por volta das 16h para comprar o ingresso.  Havia outro evento ocorrendo no Ginásio do Ibirapuera e penso que a sinalização para o estádio poderia ser melhor.  Dentro do complexo, e já ao lado do estádio tudo estava muito organizado. Sem filas para comprar ingresso, distribuição de brindes, loja de souvenirs, alimentação, banheiros, segurança… estrutura bem bacana, me impressionou de cara.

Dentro do estádio nova surpresa, campo devidamente pintado, telão, seis ou sete câmeras para a transmissão, música para a torcida, narração para a torcida presente, além da narração do canal Fox Sports 2 que fazia a transmissão na TV. Uma única falha, o áudio do juiz principal falhou na maioria das vezes, o que atrapalha quem não está familiarizado com o gestual da arbitragem.

Outro destaque foi o público, que contava com as torcidas das equipes participantes, entusiastas do esporte e atletas de outras equipes. Foi um verdadeiro desfile de camisas de muitos times de F.A. brasileiro. E que festa teve na arquibancada. Devo confessar que a maior parte da torcida vibrava mais com as boas ações do T-Rex, mas a torcida dos Patriotas mostrava muita empolgação também.

Em campo o jogo mostrou-se equilibrado, no entanto as atuação do Patriotas se mostrava mais eficiente. Logo no primeiro quarto o nosso amigo, #8 Roni, foi acionado com um passe dentro da endzone, no entanto estava muito marcado e infelizmente não conseguiu segurar a bola. Na jogada seguinte o time do Vasco abriu o placar com um touchdown, e extra point. 7 a 0! Nosso outro amigo, #41 Piter, atuou nos Special Teams de Punt e Field Goal, fazendo o bloqueio pelo lado direito.

O Vasco continuou seu domínio e abriu 14 a 0. Demonstrando uma reação o T-Rex ainda diminuiu com um Touchdown e uma conversão de 2 pontos, levando o placar para 14 a 8.
O Vasco fez mais um TD, deixando o placar em 21 a 8. E assim terminou o primeiro tempo.

No segundo tempo o T-Rex voltou mais acesso, e após uma interceptação retornada para TD, ainda no começo do 3º quarto o placar mostrava 21 a 14. A emoção do jogo só aumentava.

Ainda no 3º quarto, após boa campanha ofensiva, o Patriotas foi para uma tentativa de FG que colocaria a sua vantagem em duas posses de bola. Seria uma pena se o acontecesse um snap muito alto, que transformou o FG em um Punt de improviso. Nesse momento a torcida do T-Rex ficou inflamada e contagiou o time, aos gritos de: “EU ACREDITO!”.

Chegou o último período e mais um FG para os Patriotas. Veio o chute e mais um erro, dessa vez a bola passou à esquerda do Y. A torcida do T-REX inflamou ainda mais, e o time correspondeu. Uma boa campanha terminou em TD. E para apreensão de toda a torcida e jogadores dos Patriotas, o T-Rex arriscou a conversão de 2 pontos e foi bem sucedido.

E eis a situação: Finalzinho do jogo, e o placar era 21 a 22. Vasco precisava de uma boa campanha, e minimamente de um FG para virar o jogo.

E lá foi o Vasco, com seu eficiente jogo corrido, conseguiu chegar em condições de chutar o FG.

O relógio estava quase zerado quando partiu o snap… perfeito! O holder segura e posiciona a bola… e vem o chute… aqueles instantes em que a bola estava no ar foram de apreensão em todo o estádio, que derrepente parecia estar em completo silêncio… a bola viajava… e da arquibancada não conseguia ter certeza de sua trajetória…  então ela se aproximou do Y e como por mágica atravessou no meio das traves, esse final para mim pareceu acelerado…  comemoração vascaína, intensificada pelo apito final:  VASCO DA GAMA PATRIOTAS, CAMPEÃO DO TORNEIO TOUCHDOWN!!!

Eu fiquei completamente emocionado e extasiado com esse jogo, esse final… são essas coisas que fazem o Futebol Americano ser o melhor esporte do mundo, o mais apaixonante, o menos previsível… Ser essa loucura, essa insanidade, que faz com que muitos de nós fiquemos aos domingos, segundas, quintas (e alguns até aos sábados) à frente da TV assistindo às partidas.

É o que faz muitos de nós, procurar times quase sem nenhuma estrutura, perdermos nossos finais de semana, gastarmos dinheiro com equipamentos e viagens, para simplesmente jogar esse jogo.

É numa conquista dessa que todo esse esforço é recompensado. Ser campeão nacional do esporte que você ama.

Tive o prazer de acompanhar em loco essa final, acompanhado de outro torcedor dos Rams, o Pedro Henrique. E pudemos, nos emocionar e comemorar junto com nossos amigos essa conquista.

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Trago agora pra vocês uma pequena entrevista com os jogadores, pra tentar saber, deles mesmos, como foi essa conquista:

#8 Roni – TE

Primeiramente, meus parabéns pela conquista!!! Agradeço que se disponha a responder essas perguntas, e prometo não te encher muito.

“Será um prazer!”

– Pode resumir sua história com o F.A.? E o que você faz além do F.A.?

“Comecei a jogar em 2005, nossa… lá se vão 10 anos rs! Comecei na praia, jogando pelo Titãs no mais antigo campeonato do Brasil, o Carioca Bowl! Sendo campeão 2x no CB VII e no CB VIII. Depois fui diversas vezes seleção carioca e uma vez seleção brasileira! No primeiro amistoso em 2007 contra o Uruguai em Montevidéu.
Hj… campeão brasileiro com o Vasco da Gama Patriotas!!! Era o único título que faltava… estou em paz!!!

Trabalho com Certificação Digital.”

– Porque o Rams?

“Sempre gostei de ataques. Até quando jogava basquete antes do FA, nunca fui bom defendendo! E o The Greatest Show on Turf sempre me deixou emocionado! “Keep attacking” isso é lindo! Sem contar as cores, a minha favorita é azul e a combinação com o dourado é a mais bonita que existe!!! rs”

– Já caiu a ficha que você é campeão nacional? Consegue descrever a sensação?

“Demorou um pouco mais caiu! Fui um dos fundadores do time, e chegamos mto perto diversas vezes… tava mais do que na hora! A descrição perfeita é: alma lavada, dever cumprido!!!”

–Você acreditava algum dia ser possível ser campeão nacional, com jogo transmitido na TV e tudo mais?

“Acreditava sim! Acredito mto em pensamento positivo, vibrações positivas… procurei sempre mentalizar isso, e esse momento já havia passado como filme por diversas vezes na minha cabeça! Agora é realidade!!!”

– O que passou na sua cabeça, no momento depois do drop dentro da endzone, no começo do jogo? E depois da recepção que onde acabou sofrendo o fumble?

“Na primeira… FALTA!!! huahauahaua Interferência purinha, senti o contato do marcador antes da tentativa de recepção! Mas tb o passe do Lucas não foi bom, veio atrás, mas enfim, passe incompleto e conta como drop! No segundo total falha minha!!! Recebi bem e girei, me preocupando em tratorar o defensor a minha frente, e não vi o de trás que com um movimento perfeito consegui bater na bola por onde eu não esperava, ocasionando o fumble! Mas pra nossa sorte… Rhuda MVP estava lá pra recuperar a bola! First down!!!”

- Gostaria de deixar um recado pra galera do Rams Brasil?

“Pra galera do Rams Brasil fica a máxima de persistir!!! Temos um time em formação, mas assim como no Vasco Patriotas, com paciência o sucesso virá! Sam Bradford voltará com força total sendo a peça do quebra cabeças que está faltando! E ai… playoffs baby!!! Forte abraço!”

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#41 Piter – FB

Antes de mais nada, parabéns pela conquista meu amigo!!! Foi uma honra poder assistir de perto essa sua conquista. Confesso que tomei ela um pouco pra mim também, como se o Rams tivesse jogando… Vamos às perguntas:

– Pode resumir sua história com o F.A.? E o que você faz além do F.A.?

“Minha esposa me viu jogar soccer e me deu a ideia de procurar o F.A. …(rs).
Em Brasília, o Tubarões do Cerrado treinava perto do meu trabalho. Então, um dia de treino fui lá, para ver como era realmente o esporte. Gostei muito, fiz o try-out e fui selecionado para jogar de Running Back. Fiquei no Tubarões do Cerrado de 2009 até 2012. Em 2013, fui transferido para o Rio de Janeiro, já tinha alguns amigos no Vasco Patriotas e já era fã da equipe. Então fiz o try-out e passei. Não pude ficar por motivos pessoais más, após 3 meses procurei o Vasco Patriotas e fui muito bem aceito. Além disso disputo o Carioca Bowl pela equipe do Ilha Avalanche e atualmente sou Coordenador Ofensivo do Andorinhas Futebol Americano.
Sou militar da Marinha do Brasil onde trabalho na área de informática.”

– Porque o Rams?

“Após ver o Super Bowl do Arizona Cardinals com Kurt Warner, fui pesquisar sobre o mesmo e descobri o Rams. Foi amor a primeira vista, apesar de ter negado de cara…(rs).”

– Já caiu a ficha que você é campeão nacional? Consegue descrever a sensação?

“(Rs) A ficha caiu após um torcedor do Vasco ter vindo me agradecer pelo título. Ali eu percebi a grandeza da conquista. A sensação é a melhor possível! É a recompensa de um trabalho que mistura amor e renuncias que muitos não entendem e até te criticam.”

–Você acreditava algum dia ser possível ser campeão nacional, com jogo transmitido na TV e tudo mais?

“Quando cheguei no Vasco Patriotas acreditei que era bem possível pela equipe ser extremamente vencedora. Quando começou o ano, que a equipe se demostrou encaixada, não tive dúvidas.”

– Como é jogar nos Special Teams? O que passou na sua cabeça, depois dos dois erros de FG?

Num esporte coletivo você pode ajudar de várias maneiras. Jogar no Special Teams é uma maneira de ajudar, que muitos não dão valor ou não se interessam, mas que é de extrema importância no F.A. Tanto que o título foi decidido em um lance de S.T.
A confiança não se abalou. No último drive eu tinha certeza que era só ter uma chance de chutar que o titulo era nosso. Cheguei a comentar isso na sideline.

- Gostaria de deixar um recado pra galera do Rams Brasil?

“Obrigado pelo apoio de todos pelo facebook, whatsapp, e pessoalmente como alguns fizeram. Vocês torceram o ano todo por nós, muito obrigado!!! E que o  Rams também possa nos dar alegria!!! Abraço a todos e obrigado pela entrevista”.
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Abaixo algumas fotos tiradas por mim e pelo torcedor Pedro Henrique:

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Por hoje é só! Prometo voltar aqui em breve para falar um pouco sobre essa temporada do nosso Rams.

GO RAMS!!!
E TACKLEIA COM AMOR, P*%%@!!!

O draft de 2014: A esperança de novos ares

O quão importantes eles serão na próxima década?

O quão importantes eles serão na próxima década?

Olá Rams Fans! Que draft foi esse?

Muitos torcedores do St. Louis Rams tinham na cabeça que o Rams iria escolher Greg Robinson e HaHa Clinton Dix, de longe esses eram os prospects preferidos dos torcedores da franquia, muitos falavam em trocar a segunda escolha geral, mas o Rams teve dois objetivos principais nesse draft:

- Pegar o melhor jogador disponível

- Reforço direto

Explicarei melhor o porque disto durante o texto.

 

With the second overall pick the St. Louis Rams select….

Greg Robinson 6’5″(1,96 m), 332 lbs (150 kg)

Ver o Greg nos jogos de Auburn você compreende o porque ele foi escolhido. Simplesmente dominante nos bloqueios para corrida, de longe uma necessidade  grande, quando temos um Zac Stacy no backfield que como uma OL melhor que o ano passado pode se transformar em um RB para mais de 1000 jardas muito fácil. O que dizer de um jogador de 1,96 e 140 mais quilos que corre 40 jardas em 4.96 segundos, muito forte e físico?
Fora os atributos de ser o melhor run blocker e o melhor tackle fisicamente deste draft, o Rams escolheu o Robinson, pois não precisamos de um LT ou um RT imediato que era o caso de draftarJake Matthews. Mais polido tecnicamente que Greg, então o que podemos ver esse ano é ele atuando como LG ou até RG titular para ir pegando experiência e fazendo bem a proteção pelo meio, pois peso e técnica de bloqueio para jogar de guard ele já vem pronto da NCAA. Enquanto isso ele estará sendo desenvolvido pelo técnico Paul T. Boudreau, que é um dos melhores desenvolvedores de OLs na NFL.

Além disso, Fisher e Snead decidiram escolher e não trocar, pois chegou a hora de adicionar o melhor para cada posição e não fazer um trade down para escolher dois bons jogadores.

HIGHLIGHTS

 

With the 13th pick the St. Louis Rams select….

Aaron Donald 6’1″ (1,86 m), 285 lbs (129 kg)

Esta pick foi surpresa para muitos torcedores, simplesmente adicionamos um jogador a nossa maior fortaleza dentro do time, a linha defensiva, mas se vocês pararem para analizar Donald é pequeno para os padrões da NFL para a posição e mesmo assim ele foi considerado o melhor jogador na posição do draft, por alguns o melhor jogador defensivo deste draft e simplesmente um jogador extremamente dominante no pass rush na NCAA, como muitos estão falando por ai. Uma DL com Chirs Long, Aaron Donald, Michael Brockers e Robert Quinn vai ser lindo de se ver, até hashtag já tem (#sackcity #bringBackTheFF), muitos falam que o Fearsome Foursome esta de volta.

Simplesmente entregaram para Greg Williams a peça que ele queria para rodar seu sistema de pass rush, Langford não é um motorzinho de pass rush como Donald, com certeza ao fim do tranning camp Donald alinhará como titular neste time. Torcedores, vai ser gostoso de ver o que essa defesa fará principalmente quando ao pass rush, desde o DT ao S fazendo blitz e sackando o QB adversário.

HIGHLIGHTS

2º round: 41th (9ª)

Lamarcus Joyner 5’8″ (1,73 m), 184 lbs (83 kg)

Na segunda rodada o Rams sobe algumas posições em uma troca para pegar o que alguns chamam do melhor defensive back disponível neste draft. O versátil Joyner, atuou de Safety e CB no Florida State University, 50% das vezes que você assistir ele jogando pela FSU, Joyner está fazendo blitz, mesmo sendo um DB, este jogador é mais uma arma dada a Greg Williams e seu sistema de defesa.

Opinião: Esta escolha pra mim não agradou. Tudo bem, dê armas a defesa que ela ganha campeonatos, já usamos escolhas demais em WR, mas para mim o time carece de um TOP receiver e o que pra mim deveria ser feito era neste ponto escolher Jordan Matthews que nesse draft foi pouco falado, mas tem números mais que impressionantes e o que você ver dele no vídeo além de ser um ótimo WR ele é muito bom como bloqueador para corrida e um time como Rams, que corre muito, ele seria essencial, além de vir para ser de imediato WR #1 da equipe. Eu espero que esse DB prove que eu estou errado.

HIGHLIGHTS

3º round: 79th(11ª)

Tre Mason 5’8″ (1,73 m), 207 lbs (94 kg)

Mason foi escolhido para ser o complemento perfeito para Zac Stacy. Ele é forte, porém considerado um RB balanceado, ou seja, forte e veloz, ele foi considerado SEC player of the year em 2013, jogou muito bem, companheiro de Robinson de universidade, Mason foi o segundo melhor, senão o melhor, prospect da posição neste draft. Uma escolha perfeita para o terceiro round, de um jogador que vai entrar para mudar a dinâmica de corrida do time, dando o tempo necessário de Stacy descansar um pouco e sempre entrar para dar 200% em campo. Ele é o complemento que Daryl Richardson e principalmente Isaiah Pead não demonstraram em 2012 e principalmente 2013.

HIGHLIGHTS

4ª round: 110th(10ª)

Mo Alexander – S – 6’1″ (1,85 m), 220 lbs (100 kg)

De ex-zelador do Edward Jones Dome à selecionado no draft na frente de 140 top jogadores que entraram na NFL pelo draft. Apesar da bonita história Mo é um jogador extremamente físico, que com certeza vem para ser desenvolvido para ser o reserva direto de T.J. McDonald ou free safety titular. A maior certeza é que ele vem para causar impacto no time de especialistas do time ainda esse ano, provavelmente como gunner. Mo é rápido e forte, na faculdade jogou de FS e SS. Vem para ser testado e disputar a posição de FS ou compor o grupo, este aqui deve estar no roster final para a temporada.

HIGHLIGHTS

6ª round: 188th(12ª)

E.J. Gaines – CB – 5’10” (1,77 m), 190 lbs (86 kg)

STEAL: Simplesmente este jogador só saiu na sexta rodada devido a dois fatores: tamanho e quantidade de bons jogadores na posição. Gaines é um ótimo corner e provavelmente vem para ser o terceiro jogador no depth chart para posição, agressivo, com boa inteligência de jogo e rápido apesar da altura Gaines conseguiu em um jogo contra Texas A&M anular o gigante e top prospect Mike Evans permitindo apensar 8 jardas em todo o jogo, simplesmente sensacional quando falamos de 30cm de diferença em altura entre os jogadores. Não estranhem caso ainda esse ano ele alinhe como segundo CB a frente de Trumaine Johnson.

HIGHLIGHTS

6ª round: 214th(38ª)

Garret Gilbert – QB – 6’4″ (1,93 m), 221 lbs (101 kg)

Gilbert vem para ser desenvolvido atrás de Bradford e Shaun Hill, não sei muito o que dizer deste cara, simplesmente ele tem características parecidas com o Sam, é um pouco mais móvel para fugir de sacks, mas não sei o quão bom ele é. Outro ponto positivo é que ele jogava em um sistema próximo da NFL, que é chamado de PRO style offense.

HIGHLIGHTS

7ª round: 226th (11ª)

Mitchell Van Dyk  – OT – 6’9″ (2,07 m), 313 lbs (136 kg)

Van Dyk é o tipo físico que qualquer time da NFL espera. Desde a escolha de Mo Alexander o Rams vem adicionando jogadores para comporem o grupo e serem desenvolvidos, alguns podem ser respostas logo, mas Van Dyk vem para ser mais um jogador a ser desenvolvido pelo treinador de OL.

7ª round: 241th(26ª)

C.B. Bryant – FS/CB – 5’9″ (1,75 m), 196 lbs (89 kg)

Bryant assim como Mo Alexander vem para causar impacto no ST e criar competição em uma posição questionada ainda na defesa, free safety, assim como Mo, Bryant é um jogador rápido e agressivo, tudo o que um coordenador defensivo gosta, nos vídeos o que se ver é um playmaker Bryant gosta de dar hard hits, causar fumbles e interceptar bolas. Veremos o que ele pode fazer logo nos jogos de pré-temporada

HIGHLIGHTS

7ª round: 249th (34ª)

Michael Sam – LB/DE – 6’2″ (1,87 m), 261 lbs (118 kg)

STEAL: Apesar de não ter tido um bom combine, estamos falando de um CO defensive player of the year da SEC, para quem não sabe este jogador foi considerado junto com C.J. Mosley o melhor jogador defensivo da principal conferência da NCAA, Sam para alguns não tem tamanho para atuar como DE na NFL, mas para mim ele vem para ser OLB para substituir futuramente Jo-Lonn Dunbar no trio de linebacker do time. Além de bom jogador Michael era um líder dentro da ótima defesa de Missouri. Apesar da mídia estar em cima, por ele ser o primeiro gay declarado a jogar na NFL (o que pode atrapalhar a vida e o desempenho desse jogador), nós esperamos que ele faça história realmente dentro de campo.

Sam só caiu para a sétima rodada, por não ter a altura adequada, pelo desempenho no combine e pelo apelo a mídia feito após o anúncio dele ser o primeiro prospect gay assumido da NFL, alguns times tem medo desta distração, mas acredito que Fisher e nossos treinadores vem mostrando que sabem lhe dar com adversidades dentro do time.

HIGHLIGHTS

7ª round: 250th (35ª)

Demetrius Rhaney – OL – 6’2″ (1,87 m), 302 lbs (137 kg)

Mais um jogador adicionado para ser desenvolvido Rhaney atuou mais como center na universidade de Tennessee State. No combine ele mostrou atleticismo acima da média em todos os quesitos, fez 24 repetições no bench press e correu 40 jardas em 4.96s mesmo tempo que o Greg Robinson. Após o draft Graham Pocic, que esteve no time de desenvolvimento (pratice squad), foi dispensado e muito disto tem haver com a presença de Rhaney que parece ser um jogador melhor. Pocic estava no depth chart atualmente como center, mas foi dispensado.

 

Estratégia do draft

A mentalidade do Rams foi de esquecer trade downs (trocas para adicionar trocas de rounds mais baixos) e escolher os melhores jogadores disponíveis a todo o momento. Greg Robinson é a peça que faltava para a OL e provavelmente ele será o LT do time em dois anos. Aaron Donald e Joyner com certeza foram prioridades de Greg Williams eles vêem para ter participação direta no esquema defensivo do time, por isso o uso das picks mais altas depois de Robinson. Tre Mason era o melhor RB no draft stock para o Rams ótimo complemento ao Stacy.

Quanto ao restante dos jogadores do draftados. Eles tem o perfil físico ideal para NFL, mas precisam ser desenvolvidos. A exceção fica para E.J. Gaines e Michael Sam que são realmente steals (“roubos”) do draft que devem causar bastante impacto e tem habilidades técnicas até para serem starters no time. Ambos são jogadores considerados pequenos para suas posições de origem.

 

 

 

 

Draft 2014: O que esperar – Parte III

Fala galera!
Aqui tá a última parte da análise de possíveis escolhas nossas no draft. Era pra ter saído ontem, mas a correria tá enorme. Não está bem completo, mas dá para ter uma ideia do que podemos encontrar hoje a noite. Não coloquei em nenhum dos textos da análise, mas como foi falado em outro dos posts do blog, podemos escolher um LB pra fazer rotação com os nossos meninos Laurinaitis e Ogletree. Também é possível que escolhamos um RB para complementar Stacy e um DL. Então… acho que é isso, espero que gostem.

QUARTERBACK

Não, eu não acho que iremos escolher um QB logo no primeiro round (afinal, o post é sobre ele)… mas acredito que é um assunto importante.

O Bradford foi draftado com pompa de franchise, no primeiro ano foi o cara da franquia, mas no segundo ano não continuou sua evolução muito por causa da mudança de OC, e de o time ter sofrido inúmeras lesões na linha e consequentemente ele acabou se machucando também.

Ano passado todo mundo falava que era o ano do “vai ou racha” até porque era o segundo ano do Fisher e estavam tentando dar todas as armas necessárias para ele fazer uma boa temporada. Porém ele acabou machucado, então, essa temporada ele estará sobre pressão. Tem que corresponder todas aquelas expectativas que lhe foram depositadas desde o começo. Até porque, só conseguimos que o Fisher assumisse o Rams porque ele achava que o Sam Bradford tem potencial para se tornar um QB de elite e liderar o Rams ao Superbowl, mas vamos ao que interessa. Como eu disse no início do parágrafo, não acredito que iremos buscar um QB logo na primeira rodada, como eu disse também, isso se deve à confiança depositada no Sammy, pelo time e pela maioria dos torcedores, então como o ele pode “provar” não ser um verdadeiro franchise QB, acredito que iremos pegar um quarterback a partir da terceira rodada, para ficar de backup e ir aprendendo durante a temporada ou temporadas (rs), por isso, seria escolhido um quarterback com características de jogo parecidas com a do Sam. Vamos aos nomes:

Johnny Manziel: nem tenho muito o que dizer de Manziel até porque todo mundo conhece. O jogador mais midiático do draft, por suas ótimas temporadas no college desperta interesse de muitos times e consequentemente do Rams. Mas como eu disse anteriormente, pegaremos um QB mais abaixo no draft,  logo, esse não sera o Manziel.
Ainda bem, não gosto dele.  Esses rumores de que iria haver uma troca com Bradford para pegá-lo era apenas smokescreen, Brad continua firme e forte.

Zach Mettenberger: bem provável que seja selecionado a partir da terceira rodada (quando acredito que selecionaremos um QB), Zach é um provável escolha. É um quarterback que pode aprender a jogar em situações de pressão (tem melhorado a cada temporada), tem um braço fortíssimo e boas pernas. Jogou 2 anos como titular na SEC.  Porém, não tem um bom footwork no pocket,  não é tão bom na leitura da defesa e na hora de perceber blitzes e ainda há dúvidas sobre seu caráter. Já que em 2010 foi expulso de um time acusado de assédio sexual.

Tom Savage: cotado para aparecer entre o segundo ou terceiro round, Tom é um quarterback ainda inexperiente, cru… precisa ser trabalhado. Ficou algum tempo sem jogar pelas suas mudanças de faculdade, e apenas em 2013 teve chance de aparecer. Tem um braço forte, consegue fazer passes em um espaço pequeno, jogava com um esquema parecido com o profissional (não apenas shotgun, que é o mais usado no college). Tem mobilidade e não toma um cafézinho no pocket antes de lançar a bola.  Apesar de seu forte braço, não é muito bom em passes compridos, seus passes não tem muita precisão (o que pode ser melhorado).

Aaron Murray: talvez a melhor opção para nós no draft (se cair até a terceira ou se tivermos uma escolha extra na segunda). É muito experiente, por ter jogado 4 anos de titular, tem um bom braço, não foca só em um receiver, tem espírito de liderança e é inteligente. Porém não é muito alto (Russell Wilson tbm não), é facilmente pressionado pela defesa e teve uma lesão no ultimo ano de faculdade.

Derek Carr: outra boa escolha no draft, Carr tem capacidade de evoluir muito ainda. Se deixar sua ansiedade de lado, e tiver uma boa OL. É um pocket passer, distribui bem a bola, inteligente, boa visão de jogo e é experiente. Porém não jogou em uma conferencia dificil na faculdade, e ainda não provou que pode jogar realmente em alto nível. Tem boa work ethic  e um braço muito forte.

Jimmy Garoppolo: digamos que Jimmy é um diamante a ser lapidado,  já tem boas características: bom footwork,  não enrola muito para lançar, toma decisões rapidamente, tem um braço forte, sabe ler a defesa e tem boa mecânica de passe.  Porém tem mãos pequenas comparadas as de algum outro quarterback, para não gerar fumbles terá de aprender a cuidar bem da bola. Não enfrentou times fortes na faculdade, o que é um ponto contra e terá de aprender a jogar contra defesas mais bem postadas e treinadas.

AJ McCarron: sua principal característica é ser um bom game manager, tem espírito de liderança, boa visão de campo, distribuindo a bola para seus WRs,  é bom na hora de escapar da pressão. Porém não tem muita mobilidade, pode ser confundindo na jogada da defesa, braço não muito forte. Na NFL pode ser apenas um bom backup ou pode (depois de ser desenvolvido), virar titular.